MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Estabilização
O superavit comercial acima do esperado da China em agosto garantiu um fechamento em alta à Bovespa ontem. O resultado, indicando estabilização da segunda maior economia do mundo, favoreceu principalmente as ações da Vale e do setor de siderurgia. Já OGX devolveu boa parte dos ganhos obtidos na última sexta-feira. Mas não conseguiu atrapalhar o principal índice à vista. O sinal positivo em Nova York também ajudou os negócios locais. Foi a quarta sessão consecutiva de alta.
Ganhos ampliados
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com valorização de 0,93%, aos 54.251,85 pontos, no melhor patamar desde 29 de maio (54.634,69 pontos). Na mínima pontuação do dia, pela manhã, marcou 53.257 pontos, em baixa de 0,92%. Na máxima, alcançou os 54.531 pontos (+1,45%). Com isso, a Bolsa paulista ampliou o ganho acumulado no mês para 8,48% e reduziu a perda no ano para 10,99%. O giro financeiro somou R$ 8,87 bilhões.
Mineradoras
"O dado da balança comercial chinesa em agosto veio muito bom, empurrou os mercados e favoreceu, principalmente o setor de mineração", afirmou o estrategista-chefe da SLW, Pedro Galdi. Segundo ele, internamente, outros segmentos são destaque de alta, entre eles setor bancário, elétrico e incorporadoras.
Opção de venda
Vale destacar que a mínima pontuação do dia foi registrada, pela manhã, justamente após o início dos negócios com a ação da petrolífera. OGX ON permaneceu em leilão para abertura dos negócios por cerca de 20 minutos, em reação à notícia de que o acionista controlador da empresa questionou o exercício da "put" (opção de venda) de US$ 1 bilhão, anunciada pela OGX na última sexta-feira. Assim que começaram as negociações, tal papel perdeu mais de 21%, na cotação mais baixa do dia.
Baixas
Ao término da sessão, OGX ON caiu 17,31%, a R$ 0,43, na liderança do ranking de maiores baixas do Ibovespa. Na segunda colocação estava Brookfield ON, com -2,02% e, na terceira, LLX ON, com -1,82%. Na outra ponta, a maior alta ficou com Eletrobras ON, com +9,09%, seguida por MRV ON (+6,84%) e Natura ON (+5,30%).
Superavit chinês
Fora da lista de maiores altas, Vale ON ganhou 2,98% e PNA, +2,70%, puxadas pela China e acompanhando o desempenho das mineradoras no exterior. O superavit comercial chinês subiu para US$ 28,6 bilhões em agosto, de US$ 17,8 bilhões em julho, acima da projeção de saldo positivo de US$ 20,4 bilhões e no maior nível de 2013.
Recordes
Petrobras ON subiu 2,67% e PN, +2,31%, estendendo a recuperação de ganhos recente e repercutindo a informação de novos recordes de produção de diesel e gasolina no Brasil em agosto. No que diz respeito à empresa, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que, se as denúncias de espionagem pelos Estados Unidos forem confirmadas, o motivo é econômico e estratégico.
Otimismo
Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,01%, o S&P 500 ganhou 0,96% e o Nasdaq avançou 1,22%. O otimismo com China foi renovado pela informação de que Casa Branca vai "olhar de perto" a proposta feita pela Rússia para que a Síria entregue suas armas químicas para destruição.
Câmbio
Numa sessão marcada pela baixa liquidez, o dólar voltou a recuar ante o real na sessão de ontem, em sintonia com o exterior. A moeda americana recuou pela sexta sessão consecutiva e abandonou o patamar de R$ 2,30.
Em baixa
O dólar à vista negociado no balcão encerrou em baixa de 1,30%, cotado a R$ 2,2770. Este é o menor patamar de fechamento desde 9 de agosto deste ano. Em setembro, a moeda americana já acumula baixa de 4,45%. Ontem, a divisa recuou durante toda a sessão. Na máxima, verificada às 9h26, atingiu R$ 2,3040 (-0,13%) e, na mínima, às 16h08, marcou R$ 2,2740 (-1,43%).
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (149.055 contratos) marcava 9,23%, de 9,22% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (175.070 contratos) indicava taxa de 10,29%, igual à sexta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (106.755 contratos) apontava 11,52%, de 11,53%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (4.150 contratos) estava em 11,96%, de 11,97% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





