MERCADO FINANCEIRO
Subiu
OGX
Desceu
Vale
Disparada
A disparada de 26,83% das ações da OGX no pregão de ontem conduziram o Ibovespa à melhor pontuação em três meses. Os ganhos refletem o anúncio de que a petroleira exercerá o direito a uma "put" (opção de venda) de US$ 1 bilhão, concedido pelo acionista controlador, Eike Batista. Com participação relevante no Ibovespa, a alta dos papéis ON da companhia engatilharam uma forte entrada de recursos na Bolsa, principalmente por parte de investidores estrangeiros, conforme relataram profissionais ouvidos pelo Broadcast.
Valorização
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com valorização de 2,67%, aos 53.749,42 pontos, no melhor patamar desde 4 de junho (54.017 pontos). O comunicado da OGX, divulgado pouco antes do início dos negócios, garantiu a alta do índice durante toda a sessão. Na máxima do dia, chegou a avançar 3,39%, aos 54.125 pontos. Com isso, a Bolsa paulista encerra a semana com ganho de 7,48%, o que reduz a perda no ano para 11,82%. O giro financeiro somou R$ 8,680 bilhões.
Impulso
"Hoje a OGX deu impulso para a Bolsa, principalmente se considerarmos que quase 1% da alta corresponde às ações da companhia. Rompemos os 53 mil pontos, o que do ponto de vista da análise técnica é muito importante", ressalta o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Em sua avaliação, o Ibovespa subiria ontem, mas não na magnitude da alta vista no fechamento. Os ganhos foram generalizados: dos 73 papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 16 fecharam em queda.
Cenário externo
O cenário externo também influenciou positivamente o comportamento da Bolsa paulista, observa Brugger, mencionando o relatório oficial do mercado de trabalho nos Estados Unidos, divulgado mais cedo. A criação de menos vagas do que o esperado pela economia norte-americana em agosto, de 169 mil postos ante previsão de +175 mil, acelerou os ganhos em Wall Street, já que um resultado robusto do mercado de trabalho poderia ser visto pelo Federal Reserve como um "ok" para o início da redução do programa de compra mensal de bônus soberanos da instituição já neste mês.
Direções opostas
As blue chips Petrobras e Vale encerraram em direções opostas, com os papéis ON e PN da estatal em alta de 0,96% e 1,25%, respectivamente, e as ações da mineradora registrando perda de 0,31% as ON e de 0,37% as PNA.
Altas
Depois de OGX ON, as maiores altas do Ibovespa ontem foram Gol PN, que avançou 13,76%, seguida por MRV ON (+6,37%), PDG Realty ON (+4,78%) e Lojas Renner ON (+3,95%). Na outra ponta, os destaques de queda foram Fibria ON (1,81%) e MMX ON (-1,32%).
Dow Jones
Em Wall Street, o índice Dow Jones virou no final e terminou em baixa de 0,10%. Já os índices S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,01% e 0,03%, respectivamente.
Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão recuou 0,65% ante o real, para R$ 2,3070. Esta é a menor cotação de fechamento desde 12 de agosto deste ano e, com o movimento de ontem a moeda americana acumulou cinco sessões seguidas de recuos.
Leilão de linha
O Banco Central promoveu leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) entre 11h15 e 11h20.
Recuo
Desde o dia 22, aliás, a moeda americana no balcão já recuou 5,37% ou o equivalente a 13 centavos de real. Na próxima segunda-feira, 9, o BC ofertará 10 mil contratos de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), dentro desta estratégia. A operação ocorrerá das 9h30 às 9h40.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (375.910 contratos) marcava mínima de 9,22%, de 9,27% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (443.135 contratos) indicava taxa de 10,29%, de 10,47% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (232.405 contratos) apontava 11,53%, de 11,79% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (3.415 contratos) estava em 11,97%, de 12,18% no ajuste anterior. Apesar da queda das taxas de juros ontem, o mercado segue precificando mais duas elevações de 0,50 ponto porcentual para a Selic em 2013, para 10%.
(Agência Estado)





