MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Dólar
Trégua
A alta consistente das ações da Petrobras e a trégua na pressão externa conferiram certo alívio à Bovespa na sessão de ontem, o que permitiu uma recuperação dos preços das principais ações do índice, que retornou ao patamar dos 52 mil pontos. A melhora do ânimo no mercado doméstico foi engatilhada pelo avanço dos papéis da estatal, enquanto, nos Estados Unidos, indicadores positivos acabaram se sobressaindo e sustentando a alta das bolsas em Nova York, embora a tensão envolvendo o possível ataque militar norte-americano à Síria e a iminente retirada dos estímulos fiscais por parte do Federal Reserve permaneçam no radar.
Embalo
O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,23%, aos 52.351,86 pontos, após embalar em trajetória ascendente pouco depois das 13 horas. Na mínima do dia, de manhã, recuou 0,89%, aos 51.256 pontos, enquanto na máxima foi aos 52.498 pontos, em alta de 1,51%. O giro financeiro somou R$ 9,047 bilhões (dado preliminar). No mês de setembro, o principal índice da Bolsa acumula alta de 4,68%. Já no ano, há desvalorização de 14,11%.
Calma
"A alta da Petrobras, em função do peso no índice, aciona um clima melhor na Bovespa e o mercado se retroalimenta. O exterior também deu uma acalmada e o mercado busca novos patamares de preço", explica o gerente de renda variável da H. Commcor, Ari Santos. Dos 73 papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 17 fecharam no vermelho.
Conta-petróleo
As ações ON e PN da petrolífera subiram 3,28% e 4,09%, respectivamente, impulsionada por um conjunto de fatores. Segundo informou o Broadcast, o principal motivo para o avanço seriam comentários nas mesas sobre a criação de uma possível conta-petróleo, à exemplo da Ecopetrol, na Colômbia, que reajusta preços mensalmente conforme a variação no mercado internacional.
Desaceleração
A desaceleração do dólar, que recuou 1,44% ante o real ontem, cotado a R$ 2,3220, também beneficiou a companhia, já que uma taxa de câmbio mais baixa impacta positivamente os custos com importação.
Novo poço
Além disso, ontem cedo, a Petrobras informou ter encontrado indícios de petróleo em um poço em terra no campo Canto do Amaro, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, um dos maiores campos do Brasil em terra.
Estabilidade
As ações ON da OGX, que pesaram sobre o índice durante praticamente toda a sessão, terminaram estáveis. Os principais papéis da Vale encerraram em direções opostas, com os ON em leve queda de 0,03% e os PNA com avanço de 0,53%.
Destaques
Entre as principais altas do Ibovespa ontem ficaram Sabesp ON (+10,63%), Gol PN (+7,53%), Tim ON (+4,49%) e Duratex ON (+4,34%).
Perdas
Na outra ponta, lideraram as perdas do índice Gerdau Metalúrgica PN (-2,95%), PDG Realty (-2,54%), Gerdau PN (-2,35%), Usiminas ON (-2,03%) e Usiminas PNA (-1,54%).
EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones registrou alta de 0,04%, o S&P 500 subiu 0,12% e o Nasdaq avançou 0,27%.
Câmbio
O dólar à vista terminou em baixa de 1,44% no balcão, cotado a R$ 2,3220. Já o dólar para outubro, que é negociado até as 18 horas, tinha baixa de 1,41% há pouco, a R$ 2,340.
Giro
Na abertura dos negócios, o dólar à vista chegou a ser cotado a R$ 2,3710 (+0,64%), na máxima do dia. Mas ainda na primeira hora de negócios a moeda passou a cair. Na mínima, verificada às 12h01 e também às 16h03, a moeda atingiu R$ 2,3170 (-1,66%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -2,28% ou o equivalente a 5 centavos.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (249.565 contratos) marcava 9,27%, de 9,28% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (448.955 contratos) indicava taxa de 10,47%, de 10,53% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (266.075 contratos) apontava 11,79%, igual à véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (5.810 contratos) estava em 12,18%, de 12,15% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





