Desceu
Ibovespa

Subiu
Marfrig

Ajuste
A melhora de humor que levou a Bovespa a subir mais de 3,5% na segunda-feira durou pouco. No pregão de ontem, a Bolsa passou por um ajuste, com a aversão ao risco renovada após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receber apoio do líder republicano na Câmara para um ataque militar à Síria. A queda do principal índice da Bolsa foi conduzida por Petrobras e pelo setor financeiro, enquanto Vale e OGX avançaram, ajudando a limitar as perdas.

Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,40%, aos 51.625,50 pontos, na contramão de Nova York, onde as bolsas retornaram do feriado ajustando-se em alta moderada aos dados positivos das economias chinesa e da zona do euro, divulgados um dia antes.

Pregão
A Bolsa oscilou pouco durante o pregão. Na máxima, no início da jornada, o índice avançou 0,88%, aos 52.289 pontos, e, na mínima, à tarde, recuou 0,80%, aos 51.422 pontos. No mês de setembro, a Bolsa paulista acumula ganho de 3,23%, mas no ano a perda equivale a 15,30%. O giro financeiro totalizou R$ 7,329 bilhões.

Fase de realização
"O mercado está em uma fase de realização e deve ficar neste nível atual. A Bolsa saiu de uma readequação da carteira do Ibovespa ontem (anteontem), a OGX subiu 30%... é sempre salutar uma correção", avalia o superintendente da CGD Securities, Raffi Dokuzian. Das 73 ações que compõem a carteira teórica do índice, apenas 22 fecharam no azul.

Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,55% e 0,94%, enquanto Vale sustentou alta de 0,65% nas ON e de 0,41% nas PNA, ainda amparadas pelos números positivos da economia chinesa. OGX ON, por sua vez, garantiu valorização de 5,00% no fechamento, principal alta do índice ontem.

Carteira teórica
Os destaques de queda do Ibovespa foram justamente os papéis que estrearam no Ibovespa anteontem, na nova formação da carteira teórica do índice: Anhanguera ON (-6,42%) e Kroton ON (-5,48%). Em seguida, aparecem as units do Santander (-3,71%), Souza Cruz ON (-3,49%) e Ambev PN (3,37%).

Altas
Depois de OGX ON, as principais altas do dia foram encabeçadas por Marfrig ON (3,45%), Brookfield ON (+3,28%), LLX ON (+2,47%) e Rossi ON (+2,46%).

EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,16%, após oscilar entre altas e baixas durante a tarde. O S&P 500 avançou 0,42% e o Nasdaq registrou valorização de 0,63%.

Câmbio
Após sustentar alta ante o real na primeira metade da sessão, influenciado por fatores internos e externos, o dólar passou a recuar no início da tarde no Brasil. No fim, o dólar à vista terminou em baixa de 0,63%, cotado a R$ 2,360.
Pela manhã, o Banco Central também fez mais um leilão de 10 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), injetando US$ 498,2 milhões no sistema.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (474.980 contratos) marcava 9,30%, de 9,28% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (526.410 contratos) indicava taxa de 10,55%, de 10,51% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (231.570 contratos) apontava 11,82%, igual à véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (6.930 contratos) estava na mínima de 12,15%, ante 12,14% no ajuste anterior.

Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam em alta ontem, após a divulgação de positivos indicadores da Europa e da China. O índice Xangai Composto ganhou 1,2% e encerrou o pregão aos 2.123,11 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 1,6%, para 1.023,79 pontos.

Questão síria
As bolsas de valores europeias fecharam majoritariamente em baixa ontem, com a questão síria voltando a pesar nos negócios e levando os investidores a se desfazer de ações. A única exceção entre os principais mercados foi a de Madri, ainda influenciada pelos últimos dados sobre atividade no setor manufatureiro, divulgados na segunda-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o dia em queda de 0,38%, a 301,78 pontos.

(Agência Estado)

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