MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Bradesco
Desceu
Oi
Oscilação
A Bovespa operou de lado durante toda a tarde de ontem, oscilando entre altas e baixas, mas perto da estabilidade. Com as principais bolsas internacionais no vermelho, os investidores adotaram a cautela enquanto aguardam os desdobramentos sobre uma possível ofensiva norte-americana na Síria e diante da perspectiva de uma liquidez mais fraca nos negócios locais na sessão de segunda-feira, 2, feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Melhor mês
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em alta de 0,17%, aos 50.008,38 pontos. Apesar de acumular queda de 4,19% nesta semana, a Bolsa paulista registrou em agosto o melhor mês de 2013, com valorização de 3,68%. Este é o segundo mês de alta da Bovespa, que em julho teve ganho de 1,64%. Já no ano, o índice contabiliza perda de 17,95%.
Sustentação
Enquanto as ações da Petrobras pressionaram o índice para baixo, com a PN em queda de 0,59% e a ON estável, Vale ajudou a sustentar o Ibovespa, com alta de 1,24% (ON) e 0,97% (PNA).
Ajustes
Já nos ajustes do pregão, a OGX, que exibia ganhos durante a tarde, virou e despencou 40,0%, passando a valer apenas R$ 0,30 - menor cotação da história. A forte queda no after refletiu o rebalanceamento da carteira do MSCI, que deve excluir o papel da petroleira de Eike Batista a partir de segunda-feira, conforme prévia divulgada em agosto. O Morgan Stanley foi o maior vendedor de OGX ON.
Carteira
O giro financeiro da sessão totalizou R$ 9,823 bilhões, e foi reforçado ao fim da jornada, por conta dos ajustes à nova composição da carteira teórica do Ibovespa. Divulgada nesta sexta cedo, a terceira e última prévia da carteira, válida para o período de setembro a dezembro de 2013, confirmou a inclusão das ações ordinárias da Anhanguera e da Kroton. Não houve exclusão de nenhum papel.
Estabilidade
Na máxima do dia, durante a manhã, o Ibovespa chegou a subir 1,12%, aos 50.480 pontos, em reação ao crescimento maior que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre abril e junho de 2013, de +1,5% na comparação com os três primeiros meses do ano. Mas após a divulgação de um dado ruim de confiança do consumidor norte-americano em agosto, por volta das 11 horas, a Bolsa apagou os ganhos e passou a oscilar perto da estabilidade até o fim da sessão. Na mínima, aos 49.649 pontos, o índice teve queda de 0,55%.
Destaques positivos
As principais altas do Ibovespa no dia foram Vanguarda Agro ON (+5,56%), Tim (+4,80%), Cteep PN (+4,79%), Bradesco ON (+3,61%) e Cosan ON (+3,43%).
Perdas
Na outra ponta, as perdas foram lideradas por OGX ON (-40,0%), LLX ON (-7,19%), Oi ON (-6,40%), Oi PN (-3,29%) e Brookfield ON (-2,29%).
EUA no vermelho
Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em baixa de 0,21%, o S&P 500 recuou 0,32% e o Nasdaq registrou desvalorização de 0,84%.
Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 2,3830. Em agosto, acumulou ganho de 4,61% e, no ano, elevação de 16,53%. Na cotação mínima de ontem, vista às 10h14, a moeda atingiu R$ 2,3430 (-1,47%). A baixa estava ligada ao bom resultado do PIB do segundo trimestre, que avançou 1,5% ante os três primeiros meses deste ano e teve alta de 3,3% ante o segundo trimestre de 2012. O resultado na margem veio acima do teto das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que esperavam avanço entre 0,60% e 1,30%. Além disso, o BC vendeu, em leilão entre as 10h30 e as 10h40, 7 mil contratos de swap para 1/11/2013 (US$ 349,2 milhões) e 23 mil contratos para 2/1/2014 (US$ 1,142 bilhão).
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (131.800 contratos) marcava máxima de 9,28%, de 9,23% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (383.230 contratos) indicava taxa de 10,53%, de 10,41% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (160.125 contratos) apontava 11,82%, ante 11,74% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (3.475 contratos) estava em 12,17%, de 12,10% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





