MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Vale
Subiu
Ibovespa
Perda de fôlego
O Ibovespa interrompeu a sequência de quedas verificadas nas últimas três sessões e abriu ontem em alta, chegando a atingir máxima de 1,39%, com o arrefecimento do temor de uma ação militar na Síria. Entretanto, as quedas de Vale, Petrobras e OGX pesaram sobre o índice. Além disso, à tarde, essas preocupações em relação à Síria se elevaram novamente com a convocação de uma teleconferência de funcionários da Casa Branca com parlamentares norte-americanos sobre as descobertas do serviço de espionagem naquele país. Diante desta informação, o principal índice da Bolsa paulista perdeu fôlego, ficando novamente abaixo dos 50 mil pontos.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,11%, aos 49.921,88 pontos. Na máxima, atingiu 50.557,90 pontos (+1,39%) e, na mínima, 49.845,00 pontos (-0,04%). O giro financeiro foi de R$ 6,04 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,11% e o S&P 500, +0,20%.
Quedas
Vale ON caiu 2,41% e PNA, -1,44%, na lista de maiores quedas do Ibovespa, que também contou com Petrobras PN, com -1,52%. Já Petrobras ON cedeu 1,24%, na cotação mínima de R$ 15,97.
Alta acumulada
Segundo o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora, as ações da Vale devolveram parte da recente alta acumulada. Ele ressalta que o papel PNA perdeu um suporte importante, de R$ 30,85 (fechando a R$ 30,80). "Isso sinaliza que podem ocorrer mais quedas no curto prazo", acrescenta o profissional.
Combustíveis
As ações da Petrobras, por sua vez, ainda sofrem com a falta de definição sobre um reajuste dos combustíveis. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que "não está dito que não vamos fazer reajuste de combustível". Após ser questionado por jornalistas, ele disse: "Agora não estou anunciando nem que vai ter (reajuste), nem que não vai ter, muito pelo contrário".
Eike Batista
Mas a OGX é que mais uma vez liderou as quedas do Ibovespa, com -12,28%, cotada a R$ 0,50. Os papéis reagiram ao fluxo de notícias negativas sobre a empresa e à venda de ações por parte de seu controlador, o empresário Eike Batista. A OGX informou ontem que Eike alienou pelo menos 49,806 milhões de ações da companhia no pregão de quarta, 28. O montante corresponde a 1,54% do capital social total da OGX.
Crédito
Já o setor financeiro operou com ganhos em meio à divulgação de dados favoráveis de crédito pelo Banco Central, além do aumento da taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 porcentual, para 9,00% ao ano, decidido ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Banco do Brasil avançou 2,22%, Bradesco PN, +1,50%, Bradesco ON, +1,46%, Itaú Unibanco, +0,89% e Santander, +0,91%.
Câmbio
O dólar seguiu a tendência de valorização vista no mercado internacional e encerrou a sessão de ontem em alta de 1,36% ante o real, cotado na máxima de R$ 2,3780. O avanço também reflete um movimento de ajuste em relação à queda vista na véspera, quando a divisa recuou 1,05% no balcão.
Trajetória
Após abrir na mínima, a R$ 2,3390, o dólar iniciou sua trajetória ascendente logo após a divulgação dos dados do PIB americano. Durante a tarde, bateu R$ 2,3780 na máxima (+1,36%), no momento em que o Banco Central realizava dois leilões de linha.
Moedas
O dólar americano também subiu em relação a outras moedas ligadas a commodities, como o dólar australiano (0,11%), o canadense (0,44%) e o neozelandês (0,36%). Às 17h27, o euro era negociado a US$ 1,3241, ante US$ 1,3334 do fim da tarde de quarta-feira.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (343.200 contratos) marcava 9,23%, de 9,17% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (497.015 contratos) indicava taxa de 10,41%, de 10,18% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (244.790 contratos) apontava máxima de 11,74%, ante 11,41% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (5.855 contratos) estava em 12,10%, de 11,74% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





