MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Bolsa de Tóquio
Subiu
Bolsa da Itália
EUA x Síria
Os mercados de ações da Ásia fecharam em queda ontem, com temores sobre um possível ataque militar dos EUA contra a Síria. Uma das bolsas mais atingidas foi a de Manila, que chegou a registrar queda de 6% durante a sessão.
Liquidação
A liquidação em toda a região acrescenta mais um fator a recente turbulência nos mercados desencadeada por temores de que o Federal Reserve pode reduzir os estímulos monetários à economia dos EUA. Até poucas semanas atrás, a atuação do Fed tinha beneficiado muitas destas bolsas de países emergentes. As especulações sobre intervenção na Síria aumentaram nos últimos dias à medida que surgiram mais evidências de que a nação do Oriente Médio usou armas químicas contra seu próprio povo.
Em queda
Após a forte queda durante a sessão, as ações das Filipinas reduziram parte das perdas e o índice PSEi terminou o pregão em queda de 3%, aos 5.738,06 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 caiu 1,1%, para 5.087,20 pontos, com ações de mineradoras sofrendo com o declínio no sentimento de risco. A Rio Tinto caiu 2,6% e a BHP Billiton perdeu 2,3% em Sydney. Já o índice Kospi, da Coreia do Sul, encerrou em baixa de 0,1%, aos 1.884,52.
Estabilidade
Por outro lado, em Taipé, o índice Taiwan Weighted subiu 0,1%, para 7.824,54 pontos. Analistas suspeitam que fundos sustentados pelo governo compraram ações para estabilizar o mercado.
Privilégio
Na China, as ações da PetroChina caíram acentuadamente ontem, com perda de 4,4% em Hong Kong e de 0,5% em Xangai. Os papéis da empresa foram suspensos do pregão na terça-feira por causa de investigações relacionadas a informações privilegiadas. A PetroChina informou que três de seus executivos estão sob investigação pelas autoridades por causa de "graves violações disciplinares".
No vermelho
A queda acentuada da PetroChina pesou sobre as ações em Hong Kong, onde o índice Hang Seng caiu 1,6%, para 21.524,65 pontos. O índice Xangai perdeu 0,1%, aos 2.101,30 pontos, e o índice Shenzhen Composto cedeu 1,3%, aos 1.016,26 pontos.
Tóquio
As ações da Bolsa de Tóquio fecharam queda ontem e atingiram o nível mais baixo em dois meses. O índice Nikkei estendeu suas perdas pelo terceiro dia consecutivo, com os investidores fugindo para ativos considerados como "portos seguros" em meio a alta probabilidade de uma ação militar dos EUA contra a Síria. O índice Nikkei perdeu 203,91 pontos, ou 1,5%, para 13.338,46 pontos, após uma queda de 0,7% na terça-feira.
Europa
A maioria das bolsas de valores europeias fechou em baixa ontem, ainda em consequência da possível intervenção militar do Ocidente na Síria, mas as perdas foram menos pronunciadas que na sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 0,37%, encerrando o dia a 297,89 pontos.
Dia positivo
Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,17%, a 6.430,06 pontos, mas o setor financeiro teve um dia positivo após o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, anunciar mais cedo que bancos britânicos saudáveis poderão reduzir reservas de ativos líquidos como dinheiro e bônus.
Queda moderada
O CAC-40, índice das ações mais negociadas em Paris, também apresentou queda moderada, de 0,21%, a 3.960,46 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou praticamente estável, com um pequeno declínio de 0,03%, a 5.860,04 pontos, após mostrar alguma volatilidade na última meia hora de negócios.
Ações sensíveis
A maior perda foi a do índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, de 1,03%, a 8.157,90 pontos, influenciado por ações economicamente sensíveis, como as da Volkswagen (+2,3%) e Continental (4,1%). Em linha com bancos de outras praças europeias, o Commerzbank avançou 3,6%.
Avanço
Em Milão, a alta do índice FTSE Mib foi de 0,98%, a 16.743,09 pontos, sustentada por bancos médios como o Popolare (+6,8%) e UBI Banca (+6.4%). Também avançaram a estatal Eni (+2,9%) e a Finmeccanica (+2,7%). O mercado italiano vinha numa trajetória de queda mais forte que outras bolsas no continente europeu.
Ganho
Na bolsa espanhola, o índice IBEX 35 terminou o pregão com ganho marginal de 0,05%, a 8.398,10 pontos. Os destaques de alta em Madri foram as construtoras FCC (+3,2%) e Sacyr (+2,4%), e a petrolífera Repsol (+3,2%).
(Agência Estado)





