MERCADO FINANCEIRO
Desceu
OGX
Subiu
Marfrig
Sessão de perdas
O clima de aversão ao risco que tomou conta dos ativos globais em razão de uma possível intervenção militar ocidental contra a Síria imputou mais uma sessão de perdas à Bovespa. O índice caiu com mais vigor do que as bolsas norte-americanas, influenciado por ações como Petrobras e OGX, mas conseguiu sustentar o patamar de 50 mil pontos.
Giro do Ibovespa
O Ibovespa fechou com desvalorização de 2,60%, aos 50.091,55 pontos. Na mínima, registrou 50.018 pontos (-2,74%) e, na máxima, em 51.425 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 3,85% e, no ano, perda de 17,82%. O giro financeiro totalizou R$ 7,321 bilhões.
Questão síria
A Bovespa em nenhum momento trabalhou em alta nesta sessão, mas o índice piorou no meio da tarde, em meio a renovadas informações sobre a questão síria. As bolsas norte-americanas renovaram as mínimas pontuações no período e fecharam no vermelho. O Dow Jones recuou 1,14%, aos 14.776,13 pontos, o S&P teve baixa de 1,59%, aos 1.630,48 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,16%, aos 3.578,52 pontos.
Reajuste dos combustíveis
Aqui, Petrobras continuou em destaque de baixa, ainda em razão do impasse sobre um reajuste dos combustíveis e por causa da alta do dólar. Petrobras ON perdeu 3,33% e PN, 4,07%.
Rodada de licitações
OGX ON desabou 14,81% e liderou as baixas do Ibovespa nesta sessão. A empresa informou que desistiu da aquisição de nove dos 13 blocos ganhos pela companhia sem consórcio com outras empresas na 11ª Rodada de Licitações promovida pela ANP.
Vale
Vale ON recuou 1,75% e Vale PNA, 1,46%.
No azul
Apenas três ações fecharam em alta: Marfrig ON (+0,85%), Oi ON (+0,49%) e CPFL ON (+0,46%).
Câmbio
O dólar fechou em baixa de 0,71% ante o real no mercado de balcão, cotado a R$ 2,3710. A volatilidade foi considerável. Da máxima de R$ 2,4150 (+1,31%), registrada às 9h32, para a mínima de R$ 2,3640 (-1,01%), vista às 15h21, a moeda americana oscilou 5 centavos de real, ou -2,11%.
Swap
O BC vendeu todos os 10 mil contratos de swap cambial para 2/12/2013, numa operação de US$ 498,1 milhões. Além disso, já confirmou que hoje haverá novo leilão de swaps, também no montante de 10 mil contratos, e informou que vai rolar os 135,3 mil contratos de swap que vencerão em outubro. Com a colocação de mais contratos de swap e a rolagem dos que vencerão, o BC garante a liquidez no mercado futuro - foco mais recente de especulação.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (280.605 contratos) marcava 9,20%, de 9,22% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (387.335 contratos) indicava taxa de 10,30%, de 10,34% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (197.600 contratos) apontava 11,53%, ante 11,52% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (38.105 contratos) estava em 11,83%, de 11,81% no ajuste anterior.
Queda expressiva
As bolsas de valores europeias fecharam com quedas expressivas em meio às preocupações com uma possível ação militar dos EUA na Síria, que se somaram aos receios de uma iminente redução dos estímulos oferecidos pelo Federal Reserve à economia norte-americana. A instabilidade política na Itália também continuou pesando sobre as ações da região.
Confiança
Diante desse cenário, o aumento no índice IFO de confiança das empresas da Alemanha para 107,5 em agosto, de 106,2 em julho, acabou sendo ignorado pelos participantes dos mercados. O índice Stoxx Europe 600 caiu 1,8% e fechou aos 299,01 pontos, com a maior queda em um dia em termos porcentuais desde o fim de junho.
Temor
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, uma vez que o recuo do dólar e temores sobre problemas geopolíticos pesaram sobre o mercado. O índice Nikkei caiu 0,7%, para 13.542,37 pontos, após a baixa de 0,2% na segunda-feira. Os níveis de participação permaneceram reduzidos, em linha com a recente tendência de baixo volume. As operações atingiram apenas 1,71 bilhão de ações sob o valor de 1,43 trilhão de ienes.
(Agência Estado)





