MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Dólar
Volatilidade
A Bovespa teve um dia de forte volatilidade e ao final do pregão acabou prevalecendo o otimismo. O Ibovespa fechou em alta de 1,56%, aos 52.190,39 pontos, na máxima. O volume financeiro foi de R$ 7,23 bilhões.
Injeção
Nas primeiras horas da sessão, os investidores reagiram mal ao anúncio feito na última quinta-feir de intervenção diária do Banco Central no câmbio por meio de leilões até o final do ano, o que significará uma injeção de cerca de US$ 60 bilhões.
Exportadoras
A notícia pressionou os papéis de grandes exportadoras, como mineradoras e siderúrgicas, que haviam se beneficiado do enfraquecimento do real ante o dólar. O dólar despencou ante o real desde o início dos negócios, enquanto o Ibovespa caiu à mínima de 51.166 pontos (-0,45%).
Direção contrária
Perto das 14 horas, porém, a bolsa paulista mudou de direção, impulsionada especialmente pelos ganhos das ações da Petrobras, além do bom desempenho dos papéis de bancos.
Combustíveis
No meio da tarde, o índice ultrapassou os 52 mil pontos, conseguindo se manter acima desse patamar até o fechamento. As ações da estatal de petróleo voltaram a ter ganhos diante da expectativa de aumento dos combustíveis.
Altas
Os papéis da Petrobras PN subiram 1,59% e os ON, 0,63%. As ações do Itaú Unibanco PN tiveram alta de 3,41% e os da Bradesco PN, +2,00%.
Contramão
Na contramão, as ações da Vale PNA e ON perderam 0,37% e 0,39%, respectivamente. Também na lista de perdas aparecem as siderúrgicas Gerdau Metalúrgica PN (-1,72%) e CSN ON (-2,54%).
No azul
Nos EUA, as bolsas fecharam no azul, assim como as europeias. O Dow Jones avançou 0,31%, aos 15.010,51 pontos, o S&P teve elevação de 0,39%, aos 1.663,50 pontos, e o Nasdaq subiu 0,52%, aos 3.657,79 pontos.
Câmbio
Após o Banco Central anunciar intervenções sistemáticas no câmbio até o fim do ano, o dólar à vista negociado no balcão recuou 8 centavos de real ontem e voltou para baixo dos R$ 2,40. O movimento esteve em sintonia com o mercado futuro, onde especuladores desarmaram posições compradas (de aposta na alta da moeda americana), já que o BC fará leilões regulares de swap. Os dados decepcionantes divulgados nos EUA pela manhã contribuíram para ampliar essa baixa do dólar ante o real. No fim, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,3560, em baixa de 3,36%. Esta é a maior baixa em um único dia em mais de um ano, desde 29 de junho de 2012, quando caiu 3,50%.
Recuo
A moeda americana recuou durante toda a sessão. Na máxima, logo na abertura, já caía de forma consistente, para R$ 2,4030 (-1,44%). Na mínima, registrada às 16h12, a moeda marcou R$ 2,3550 (-3,40%). Perto das 16h30, o giro total registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era contido, de apenas US$ 816,3 milhões, sendo US$ 759,9 milhões em D+2. No mercado futuro, por outro lado, o dólar para setembro registrava giro superior a US$ 22 bilhões, com a moeda caindo 3,24%, para R$ 2,3630.
Leilão de linha
A nova estratégia do BC começou ontem. Pela manhã, a instituição ofereceu US$ 1 bilhão no leilão de linha - cujo resultado não é divulgado. Na próxima segunda-feira, começam a ser oferecidos os swaps, sempre em montantes de 10 mil contratos (US$ 500 milhões). Até o fim do ano, cerca de US$ 60 bilhões serão oferecidos em leilões, de forma a garantir a liquidez tanto no mercado à vista quanto no futuro.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (362.675 contratos) marcava 9,16%, de 9,28% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (569.925 contratos) indicava taxa mínima de 10,24%, de 10,59% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (209.975 contratos) apontava mínima de 11,44%, ante 11,87% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (33.895 contratos) estava na mínima de 11,76%, de 12,18% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





