MERCADO FINANCEIRO
Subiu
OGX
Desceu
Usiminas
Tranquilidade
A Bovespa apenas administrou à tarde os ganhos que garantiu pela manhã, tendo uma sessão vespertina bastante tranquila e com pouca oscilação. Petrobras continuou sendo o principal destaque da sessão, com ganhos superiores a 5%, mas Vale, siderúrgicas e OGX também contribuíram para restaurar o patamar de 51 mil pontos.
Em alta
O Ibovespa terminou em alta de 1,97%, aos 51.397,66 pontos. Na mínima, o índice registrou 50.408 pontos (+0,01%), e, na máxima, 51.458 pontos (+2,09%). No mês, o índice acumula alta de 6,56% e, no ano, perda de 15,68%. O giro financeiro totalizou R$ 8,053 bilhões.
Combustíveis
A expectativa de que aconteça logo - ou pelo menos neste ano - um reajuste dos combustíveis continuou impulsionando as ações da Petrobras, que dispararam mesmo depois de o governo rechaçar que tivesse tratado do assunto na última quarta-feira. O papel ON saltou 5,33% e o PN, 5,31%, a segunda e terceira maiores altas do Ibovespa.
Notícias chinesas
Vale e siderúrgicas também subiram com bastante força, favorecidas pelas notícias da China. O mercado gostou do resultado preliminar do índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC, que avançou para 50,1 em agosto, em comparação com 47,7 em julho.
Siderúrgicas
Vale ON teve valorização de 3,57%, PNA, de 4,15%, Gerdau PN, de 3,93%, Metalúrgica Gerdau PN, de 2,91%, CSN ON, +4,63%. Exceção, Usiminas PNA recuou 0,69%.
Capital
BB ON foi o destaque positivo do setor financeiro, com valorização de 3,41%, depois de ter informado que postergou participação no aumento de capital do Banco Votorantim. O BB já detém 50% do Banco Votorantim.
Liderança
OGX ON ficou 10% mais cara e liderou as altas do Ibovespa.
No azul
Nos EUA, as bolsas fecharam no azul, assim como as europeias. O Dow Jones avançou 0,44%, aos 14.963,74 pontos, o S&P teve elevação de 0,86%, aos 1.656,96 pontos, e o Nasdaq subiu 1,08%, aos 3.638,71 pontos.
Câmbio
A expectativa em relação a possíveis medidas do governo para segurar o avanço do dólar no Brasil adicionou volatilidade ao mercado de câmbio ontem. Como nada foi anunciado - pelo menos por enquanto -, o dólar à vista negociado no balcão oscilou entre altas e baixas para encerrar o dia com ganho de 0,08%, cotado a R$ 2,4380. Este é o maior patamar de fechamento desde 2 de março de 2009, quando marcou R$ 2,4430.
Swap
Pela manhã, o Banco Central interveio no mercado por meio de operações que já eram previstas. A autoridade monetária vendeu 20 mil contratos de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para 1/4/2013, em um total de US$ 986,4 milhões. Essa operação, como vem ocorrendo desde a última semana, visou a rolagem dos contratos de swap que vencem em 2 de setembro. Além dela, o BC fez dois leilões de linha (venda de dólares no mercado à vista com compromisso de recompra). No primeiro, o BC rejeitou todas as propostas; no segundo, aceitou propostas. Neste caso, porém, não se sabe exatamente quanto dos US$ 4 bilhões dos dois leilões de linha foram vendidos.
Oscilação
O fato é que, em meio a essas intervenções e à expectativa de que alguma medida possa ser anunciada pelo governo, o dólar oscilou entre altas e baixas em diferentes momentos do dia. Às 11h55, a moeda atingiu a cotação máxima da sessão, de R$ 2,4540 (+0,74%) e, às 13h23, já estava na mínima, a R$ 2,4240 (-0,49%). Da máxima para a mínima, a moeda à vista oscilou -1,22%.
Território negativo
À tarde, o dólar à vista continuou oscilando entre altas e baixas, mas sem se afastar da estabilidade, enquanto no mercado futuro a moeda para setembro se mantinha firme no território negativo.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (505.365 contratos) marcava 9,28%, de 9,20% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (637.890 contratos) indicava taxa de 10,59%, de 10,46% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (217.530 contratos) apontava 11,87%, ante 11,86% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (6.870 contratos) estava em 12,18%, de 12,15% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





