Desceu
Bolsa de Londres

Subiu
Bolsa de Tóquio

Risco Fed
Os mercados de ações asiáticos fecharam em direções divergentes ontem, em meio à expectativa sobre os possíveis sinais que a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que seria divulgada ontem no final dia, poderia revelar. O aumento das expectativas de que o Banco Central dos Estados Unidos agirá no próximo mês para reduzir o programa de compras de bônus de US$ 85 bilhões mensais provocou uma onda de vendas globais nos mercados financeiros nesta semana e as bolsas asiáticas estão entre os maiores beneficiários de políticas de dinheiro fácil do banco central.

Japão
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta ontem, em meio a uma sessão de bastante oscilação e pouco volume. O índice Nikkei encerrou o pregão em alta de 0,2%, aos 13.424,33 pontos, fechando abaixo da marca de 13.500,00 pelo segundo dia seguido. O índice de referência havia caído 2,6% anteontem.

Pesos pesados
Na Bolsa de Tóquio, ações pesos pesados e exportadores tiveram desempenhos divergentes, com a KDDI ganhando 2,9% e a Fast Retailing avançando 0,5%. A Canon fechou em alta de 0,5% e a Kyocera subiu 0,5%, mas a Toyota Motor fechou em queda de 2,1% e a Honda Motor perdeu 0,8%.

Austrália
O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, fechou em alta de 0,4% aos 5.100,0 pontos, após uma queda inicial para 5.069,5 durante a sessão. O índice Kospi perdeu 1,1% e atingiu o nível mais baixo em cinco semanas aos 1.867,46 pontos, marcando a quarta sessão consecutiva de baixa.

China
O índice Xangai Composto terminou em leve alta de 0,02%, aos 2.072,96 pontos, depois de recuar até 2.056,91 durante o pregão. O índice Shenzhen Composto subiu 0,5%, para 1.003,83 pontos. As ações em Hong Kong caíram depois de um aumento maior do que o esperado dos preços no consumidor no mês passado. O índice Hang Seng recuou 152,56 pontos, ou 0,7%, para 21.817,73 pontos.

Reino Unido
As bolsas de valores europeias fecharam em baixa também à espera de anúncios ligados ao Fed. Londres terminou a sessão com queda de 0,97% no índice FTSE-100, aos 6.390,84 pontos, o nível de fechamento mais baixo desde julho. Dados publicados ontem mostraram que o governo do Reino Unido tomou mais empréstimos do que o esperado em julho, o que resultou no primeiro deficit orçamentário em três anos.

Alemanha
O índice DAX da Bolsa de Frankfurt recuou 0,18%, para 8.285,41 pontos. Um analista afirmou que o aumento maior que o previsto nas vendas de moradias usadas nos EUA alimentou as expectativas de que o Fed vai reduzir seu programa de compras de bônus em breve. ThyssenKrupp caiu 1,5%, Deutsche Bank declinou 1,1% e Henkel perdeu 1,0%.

Única alta
A única bolsa europeia que terminou a sessão em alta, entre as principais da região, foi a de Lisboa, onde o índice PSI-20 subiu 0,03%, para 5.860,41 pontos. Analistas atribuíram o leve ganho ao leilão bem sucedido de dívida do governo realizado pela manhã, no qual foi vendido um total de 1,0 bilhão de euros em títulos de três e 12 meses, o valor máximo pretendido.

Selic
O diretor de Estudos Econômicos do banco Bradesco, Octavio de Barros, afirmou ontem que a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve mais duas vezes a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto porcentual e talvez faça um terceiro aumento, que pode ser de 0,5 ou 0,25 ponto porcentual.

Câmbio
O economista reiterou a alteração na previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, com base no novo cenário de câmbio em torno de R$ 2,30 e R$ 2,35, e reforçou a previsão de PIB de 2,3% no ano. O Bradesco projeta que a Selic termine tanto 2013 como 2014 entre 9,5% e 10,5%. O fim do ciclo de altas deve ser em outubro deste ano ou em fevereiro de 2014, segundo o economista.

Prejuízo
A Latam Airlines Group anunciou prejuízo líquido de US$ 329,8 milhões no segundo trimestre de 2013, comparável a um lucro líquido estimado de US$ 49,7 milhões no mesmo período de 2012. A companhia foi criada em junho de 2012 e os ganhos para o segundo trimestre do ano passado são estimativas. De acordo com a companhia, a desvalorização do real em relação ao dólar foi determinante para o resultado. As perdas cambiais somaram US$ 348,2 milhões dólar nos seis primeiros meses de 2013.

(Agência Estado)

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