MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Nasdaq
Desce
Ibovespa
Fed
A proximidade da divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve criou uma data propicia para o investidor embolsar parte dos ganhos acumulados nas últimas nove sessões na Bovespa. O índice, assim, passou por uma realização de lucros puxada pelas blue chips Vale, Petrobras e pelas siderúrgicas.
Perdas
O Ibovespa encerrou o pregão com perda de 2,07%, aos 50.507,02 pontos. Na mínima, registrou 50.499 pontos (-2,08%) e, na máxima, 51.561 pontos (-0,03%). No mês, acumula ganho de 4,71% e, no ano, queda de 17,14%. O giro financeiro totalizou R$ 7,022 bilhões.
Mais perdas
Petrobras foi um dos principais destaques de baixa nesta terça-feira, com perda de 3,60% na ON e 3,93% na PN. Vale e siderúrgicas também pressionaram: Vale ON, -2,83%, PNA, -2,81%. Usiminas PNA, -6,48%, foi a segunda maior queda do índice, seguida por Usiminas ON (-5,95%). B2W ON caiu 8,44% e liderou. CSN ON perdeu 3,49%, Gerdau PN, 1,28%, e Gerdau Metalúrgica PN, -1,41%.
Virada
O setor financeiro, que subiu na maior parte do dia, acabou virando na reta final e contribuiu para as perdas mais fortes registradas pelo índice no fim. Bradesco PN caiu 0,60%, Itaú Unibanco PN, -1,07%, BB ON, -0,98%, e Santander unit, -0,87%.
EUA
Nos Estados Unidos, os índices acionários operaram em alta, mas, no final, o Dow virou e recuou 0,05%, aos 15.002,99 pontos. O S&P teve ganho de 0,38%, aos 1.652,36 pontos, e o Nasdaq subiu 0,68%, aos 3.613,59 pontos.
Varejo
Os resultados melhores do que o esperado pelas varejistas do país acabaram deixando em segundo plano a expectativa em relação à ata de política monetária do Fed, hoje, que puxou as bolsas europeias para baixo. Os investidores em todo o mundo continuam atentos ao prazo em que os estímulos do banco central americano serão retirados.
Câmbio
Após seis sessões de valorização do dólar, o mercado deu uma trégua e a divisa encerrou esta terça-feira em queda, abaixo do patamar de R$ 2,40. O movimento é atribuído a um conjunto de fatores, como a melhora no ambiente externo e às atuações do Banco Central, que ontem de manhã injetou até US$ 6 bilhões no mercado em dois leilões de swap cambial e duas operações de venda de dólares com recompra programada. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ajudou a intensificar a trajetória de baixa durante a tarde, ao reiterar que a situação cambial está sob controle e que os instrumentos de atuação no câmbio são suficientes para as necessidades.
Dólar
A moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 2,3940 no mercado à vista de balcão, em baixa de 0,83% ante o real, após passar o dia todo em queda. Segundo operadores, a desvalorização da divisa nesta terça-feira também está relacionada a uma correção, após a sequência de seis altas, em que o dólar acumulou valorização de 6,25%. Na máxima do dia, o dólar alcançou R$ 2,4090 (-0,21%), enquanto, na mínima, a divisa bateu R$ 2,3840 (-1,24%), após o primeiro leilão de swap promovido pela autoridade monetária.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (819.330 contratos) marcava 9,15%, de 9,33% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (629.020 contratos) indicava taxa mínima de 10,26%, de 10,66% nesta terça-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (215.545 contratos) apontava 11,52%, também na mínima, ante 11,84%. O DI para janeiro de 2021 (10.505 contratos) estava na mínima de 11,82%, de 12,02% no ajuste anterior.
Europa
As bolsas de valores europeias fecharam com quedas expressivas, pressionadas pela cautela antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. Os investidores europeus também já começaram a avaliar qual será o impacto do iminente movimento do Fed sobre os ganhos das empresas da região. Além disso, a afirmação do ministro da Alemanha, Wolfgang Schäuble, de que a Grécia precisará de um terceiro resgate internacional, pesou sobre as ações na Europa.
Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam em queda, ampliando a onda de vendas global nos mercados financeiros à medida que os investidores se preparavam para redução das políticas de dinheiro fácil do Federal Reserve.
(Agência Estado)





