MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Gerdau
Desceu
Nasdaq
Contramão
A volatilidade marcou o pregão de ontem no mercado acionário doméstico, em boa medida em razão do exercício de opções sobre ações. Apesar disso, o índice operou a maior parte do tempo em alta, na contramão do exterior, sustentado por siderúrgicas e papéis favorecidos pela alta do dólar, como Fibria e Suzano. Na reta final, o índice ameaçou cair, mas conseguiu registrar a nona elevação consecutiva.
Alta
O Ibovespa terminou com ligeira alta de 0,07%, aos 51.574,09 pontos. Na mínima, registrou 51.115 pontos (-0,82%) e, na máxima, 52.089 pontos (+1,07%). No mês, acumula ganho de 6,92% e, no ano, perda de 15,39%. Nestas nove altas seguidas, avançou 8,75%. O giro financeiro totalizou R$ 12,863 bilhões, dos quais R$ 4,02 bilhões referem-se ao exercício.
Valorização
A alta do dólar no mercado cambial acabou influenciando também as ações na Bovespa, principalmente aqueles papéis de empresas exportadoras. Fibria e Suzano tiveram desempenho firme por esta razão, a primeira em alta de 6,81%, a terceira maior do Ibovespa, e a segunda, de 3,97%.
Impacto
Vale também tem a ganhar com o dólar mais caro, mas a mineradora acabou sentindo mais forte o impacto do exercício. Passado o vencimento, muitos investidores tiveram que se ajustar, como comprar papéis para entregar naqueles contratos em que foram exercidos, e as ações preferenciais, que são as que concentram as opções, subiram. Isso valeu também para Petrobras PN. Vale ON, -0,52%, PNA, +0,56%, Petrobras ON, -1,51%, PN, +0,28%. Na última sexta-feira, a estatal anunciou a venda de ativos no total de US$ 2,1 bilhões.
Destaque
As siderúrgicas foram o grande destaque do dia, depois de notícias sobre reajustes de preços por Gerdau, Usiminas e CSN. Gerdau PN avançou 5,78%, Metalúrgica Gerdau PN, 5,51%, Usiminas PNA, 6,20%, e CSN ON, 6,35%.
Reajuste de preços
Gerdau teria anunciado novo reajuste de preços, de 8% para o vergalhão, para setembro. Já a CSN, aumentos entre 5,5% e 6,75%, que devem entrar em vigor ainda em agosto, e Usiminas, entre 5% e 6%, a partir do próximo dia 21 de agosto. Além disso, o HSBC elevou a recomendação de Gerdau de "neutral" para "overweight".
Em baixa
No exterior, as bolsas fecharam em baixa. O Dow Jones recuou 0,47%, aos 15.010,74 pontos, o S&P terminou com perda de 0,59%, aos 1.646,06 pontos, e o Nasdaq teve retração de 0,38%, aos 3.589,09 pontos.
Defensiva
A agenda esvaziada e a expectativa com relação à ata da última reunião do Federal Reserve, que será divulgada amanhã, deixou os investidores na defensiva.
Câmbio
Nem mesmo três intervenções do Banco Central por meio de swaps e o anúncio de um leilão de linha (venda de dólar com compromisso de recompra) para hoje foram capazes de segurar o avanço do dólar ante o real ontem. A expectativa com o início da retirada dos incentivos à economia dos EUA, dados ruins da balança comercial brasileira e a desconfiança dos investidores com o País impulsionaram a moeda americana. No fim, o dólar terminou em alta de 0,92% ante o real no balcão, cotado a R$ 2,4140. Esta é a maior cotação de fechamento desde 2 de março de 2009.
Leilões
O dólar até chegou a oscilar no território negativo durante a manhã, com o Banco Central realizando dois leilões de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). No primeiro deles, no início do dia, o BC vendeu 40 mil contratos (US$ 1,987 bilhões) e, no segundo, entre 10h30 e 10h40, mais 20 mil (US$ 986,1 milhões). Vale lembrar que a segunda atuação, já anunciada na última sexta-feira, tinha o objetivo de rolar parte dos contratos de swap que vencem no início de setembro.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (465.615 contratos) marcava 9,33%, de 9,20% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (510.925 contratos) indicava taxa de 10,66%, de 10,33% na sexta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (210.025 contratos) apontava 11,84%, ante 11,61%. O DI para janeiro de 2021 (19.835 contratos) estava em 12,02%, de 11,89% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





