Subiu
Ibovespa

Desceu
Dow jones

Ibovespa
A volatilidade das bolsas norte-americanas, com predomínio do sinal negativo, não impediu a Bovespa de engatar seu oitavo pregão consecutivo de ganhos. Depois de muitas tentativas ao longo dos últimos dias, o índice à vista ontem finalmente conseguiu sustentar o patamar de 51 mil pontos no fechamento, impulsionado por siderúrgicas e empresas de papel e celulose.

Giro
O Ibovespa terminou a sessão com ganho de 1,24%, aos 51.538,78 pontos, maior nível desde 7 de junho (51.618,63 pontos). Na mínima, registrou 50.800 pontos (-0,21%) e, na máxima, 51.555 pontos (+1,27%). Na semana, subiu 3,34% e, nesses oito pregões seguidos de alta, 8,68%. No mês, também acumula elevação, de 6,85%. Mas, em 2013 até hoje, a conta é negativa em 15,44%. O giro financeiro totalizou R$ 8,732 bilhões.

Volatilidade
A volatilidade também predominou nos negócios domésticos, mas com força maior na primeira etapa de negociação. A Bovespa acabou conseguindo se firmar em alta e, apesar de ter titubeado um pouco quando as bolsas norte-americanas pioraram, à tarde, fechou neste sentido.

Papel e celulose
A alta do dólar de 2% ontem favoreceu ações de empresas exportadoras, como as de papel e celulose. Fibria ON teve ganho de 8,17% e Suzano PNA, de 6,14%, ambas na lista de maiores altas do índice. Gerdau também foi favorecida pela moeda mais cara, uma vez que tem operação nos Estados Unidos e parte de sua receita é justamente em dólar. Sua alta, de 6,62% no fechamento, acabou ajudando o setor. Metalúrgica Gerdau PN, +5,66%, Usiminas PNA, +4,67%.

Elevação
Vale ON subiu 1,24% e PNA, 1,97%. Petrobras ON teve elevação de 0,70% e a PN, queda de 0,28%.

Desvalorização
No exterior, o Dow Jones fechou com desvalorização de 0,20%, aos 15.081,47 pontos. O S&P recuou 0,33%, aos 1.655,83 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,09%, aos 3.602,78 pontos. Na semana, os índices registraram, respectivamente, -2,23%, -2,10%, -1,57%.

Câmbio
O Banco Central tentou puxar o dólar para um lado, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, empurrou a moeda para outro. Os comentários de Mantega, no início da tarde, coincidiram com o segundo leilão de swap cambial feito pelo BC, que tentava conter a aceleração do dólar ante o real. O dólar chegou a se aproximar dos R$ 2,40, para depois encerrar o dia com alta de 2,09%, cotado a R$ 2,3920. Este é o maior patamar de fechamento desde 3 de março de 2009, quando marcou R$ 2,4120. Na semana, o dólar acumulou alta de 5,28% ante o real.

Leilão
No primeiro leilão de swap - operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro -, o BC vendeu os 20 mil contratos oferecidos (US$ 989 milhões). Ainda assim, a moeda americana se mantinha em alta ante o real, a despeito de, no exterior, a moeda estar caindo em relação a outras divisas.

Rolagem
No início da tarde, a moeda americana já se mostrava mais acelerada, o que fez o BC convocar o segundo leilão de swap, desta vez, de 40 mil contratos. Neste caso, a autoridade monetária vendeu pouco mais da metade da oferta: 21.600 contatos, ou US$ 1,075 bilhão). Vale lembrar que ontem o BC já havia informado que, além da rolagem, continuaria com sua "política de intervenções pontuais no mercado futuro de câmbio".

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (856.110 contratos) marcava 9,20%, de 9,01% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (594.175 contratos) indicava taxa de 10,33%, de 10,06% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (209.475 contratos) apontava 11,61%, ante 11,45% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (20.555 contratos) estava em 11,89%, de 11,79% no ajuste anterior.

No azul
A maioria das bolsas de valores europeias fechou em território positivo ontem, após uma sessão volátil, com os investidores digerindo mais indicadores dos Estados Unidos em busca de sinais de quando o Federal Reserve, o banco central norte-americano, pode começar a desfazer sua política de relaxamento quantitativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em alta de 0,33%, a 306,36 pontos. Na semana, o ganho foi de apenas 0,14%.
(Agência Estado)

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