MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
OGX
Contramão
A Bovespa operou em queda na primeira parte do dia, mas logo no começo da tarde passou a subir, na contramão das bolsas norte-americanas, sustentada pela alta firme dos papéis da Petrobras. Rumores sobre reajuste de combustíveis continuaram surgindo nas mesas de operações e, na dúvida, os investidores foram às compras, sobretudo os estrangeiros. No final do dia, entretanto, os ganhos foram praticamente devolvidos.
Valorização
Pelo sétimo pregão consecutivo, o Ibovespa registrou ligeira valorização, de 0,02%, aos 50.908,34 pontos. Na mínima, registrou 50.050 pontos (-1,66%) e, na máxima, 51.428 pontos (+1,05%). No mês, acumula ganho de 5,54% e, no ano, perda de 16,48%. O giro financeiro totalizou R$ 10,484 bilhões, o maior desde 20 de junho, desconsiderando pregões com eventos extraordinários, como exercício.
Às compras
Os investidores, sobretudo estrangeiros, foram às compras de Petrobras, influenciados pelos repetidos rumores de reajuste dos combustíveis. O pleito existe, mas o governo disse que não deve autorizar agora. Pelo menos, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que ainda não há nenhuma novidade a esse respeito. A ação ON teve alta de 5,89% e a PN, de 5,19%.
Ações
O exercício de opções sobre ações também impactou os papéis da estatal, assim como da Vale, apesar do sinal negativo das bolsas internacionais. A ação ON fechou com ganho de 1,03%, mas a PNA virou nos ajustes e recuou 0,16%. No setor siderúrgico, Usiminas e CSN continuaram sendo os papéis que registraram ganhos. Usiminas PNA, +0,61%, CSN ON, +1,96%, Gerdau PN, -0,33%, e Metalúrgica Gerdau PN, -1,04%.
Ganhos
A lista de maiores ganhos do Ibovespa ontem foi liderada por LLX ON (+10,60%), após a notícia de que assinou termo de compromisso com a EIG para participação em operação de aumento privado de capital, no valor de R$ 1,3 bilhão, que a transformará em novo acionista controlador da companhia.
Baixas
OGX ON liderou as baixas do índice (-7,35%), depois de ter anunciado prejuízo de R$ 4,722 bilhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de R$ 398,6 milhões no mesmo período do ano passado. Além disso, a MSCI anunciou a exclusão das ações da OGX de seu índice.
Mercado de trabalho
Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em baixa, depois de dados que mostraram melhora no mercado de trabalho. O Dow Jones caiu 1,47%, aos 15.112,19 pontos, o S&P recuou 1,43%, aos 1.661,31 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 1,72%, aos 3.606,12 pontos.
Auxílio-desemprego
O grande destaque lá ontem foi o dado que mostrou recuo de 15 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego, para 320 mil, menor nível desde outubro de 2007.
Câmbio
O Banco Central (BC) bem que tentou segurar o avanço do dólar ante o real logo no início do dia, por meio de um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). Mas o momento da operação coincidiu com a divulgação de dados bastante bons sobre o mercado de trabalho nos EUA. Com isso, os investidores deixaram em segundo plano o swap do BC brasileiro e foram em busca de dólares em todo o mundo. No pico da sessão, a moeda americana chegou a ser cotada acima dos R$ 2,35, para depois encerrar com alta de 0,86% no balcão, a R$ 2,3430. Este é o maior patamar de fechamento desde 11 de março de 2009, quando atingiu R$ 2,3500.
Oscilação
Na mínima do dia, vista às 9h21, pouco antes do leilão de swap, o dólar marcou R$ 2,3130 (-0,43%) no balcão. Na máxima, às 11h11, a moeda atingiu R$ 2,3510 (+1,21%). Da mínima para a máxima, o dólar oscilou +1,64%. O dólar pronto na BM&F registrou elevação de 0,95%, a R$ 2,3420, com 20 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,3515, com ganho de 0,77%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (300.675 contratos) marcava 9,01%, de 8,98% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (483.300 contratos) indicava taxa de 10,06%, de 10,02% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (253.765 contratos) apontava 11,45%, ante 11,41% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (8.095 contratos) estava em 11,79%, de 11,77% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





