Desceu
Petrobras PN

Subiu
Dólar

Vaivém
Depois de muito vaivém até o meio do dia, o Ibovespa firmou-se em alta no período da tarde, com a melhora de Wall Street e um certo alívio nas ações da Petrobras. O vencimento de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa, hoje, elevou a volatilidade dos negócios, mas o movimento foi mais forte pela manhã.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com variação positiva de 0,60%, aos 50.600,55 pontos, o maior patamar desde 10 de junho passado (51.316,65 pontos). Na mínima, registrou 50.040 pontos (-0,52%) e, na máxima, 50.734 pontos (+0,86%). No mês, acumula ganho de 4,91% e, no ano, baixa de 16,98%. O giro financeiro totalizou R$ 7,642 bilhões.

Blue chips
O índice doméstico teve um grande vaivém nesta sessão em razão do exercício de hoje. Ele afetou principalmente as blue chips e o destaque foi Petrobras, que passou a maior parte do dia no vermelho. Os papéis continuaram pressionados pelo balanço do segundo trimestre - sobretudo com a questão do endividamento -, pelo processo administrativo da CVM sobre a adoção de contabilidade de hedge, e também pelas declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Combustíveis
Ele afirmou que, embora os preços da Petrobras continuem defasados em relação ao custo de produção e do petróleo no mercado internacional, o governo ainda irá avaliar os pedidos da empresa por novo reajuste nos combustíveis. "Nenhum aumento de preços é bom. Aumento de preço de combustíveis não é bom", disse o ministro. A ON ficou estável e a PN caiu 0,97%.

Sustentação
Outra petrolífera ajudou a dar sustentação ao Ibovespa. OGX ON avançou 4,69%, impactada pela notícia de que de que a Mubadala Development Company está em negociação para comprar alguns dos ativos do Grupo EBX por cerca de US$ 1 bilhão. As conversas envolvem participações na OGX, na MMX e no Porto de Açu, da LLX, no Rio de Janeiro. LLX ON, +17,27%, MMX ON, +3,57%.

Ganhos
Vale também terminou com ganhos, de 0,31% na ON e 0,93% na PNA.

Lucro
No setor bancário, BB ON subiu 1,70% após balanço. A instituição teve lucro líquido ajustado de R$ 2,634 bilhões no segundo trimestre, declínio de 11,8% ante a cifra registrada no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 2,986 bilhões, mas em linha com as expectativas.

Estados Unidos
Nos EUA, o Dow Jones terminou com variação positiva de 0,20%, aos 15.451,01 pontos, o S&P teve valorização de 0,28%, aos 1.694,16 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,39%, aos 3,684,44 pontos.

Câmbio
A moeda americana chegou a atingir os R$ 2,3130 ao longo do dia - o maior valor desde 31 de março de 2009 -, mas acabou encerrando a sessão no balcão abaixo disso, cotada a R$ 2,3090, em alta de 0,96%. Fiel à sua estratégia de atuar quando a tendência para o dólar é de baixa, o BC apenas observou o movimento. No ano, o dólar acumula alta de 12,91%.

Sintonia
Em sintonia com o que era visto no exterior, a moeda americana permaneceu em alta ante o real durante todo o dia. Na mínima da sessão, às 9h19, marcou R$ 2,2900 (+0,13%) e, na máxima, às 15h58, atingiu os R$ 2,3130 (+1,14%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro contido - apesar de superior ao da segunda-feira -, de US$ 1,201 bilhão, sendo US$ 1,047 bilhão em D+2. O dólar pronto na BM&F registrou elevação de 1,16%, a R$ 2,3095, com 13 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,3195, com ganho de 0,96%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (132.245 contratos) marcava 8,95%, de 8,90% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (534.605 contratos) indicava taxa máxima de 9,88%, de 9,72% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (180.035 contratos) apontava 11,19%, ante 10,95% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (180.035 contratos) estava em 11,19%, também na máxima, de 11,44% no ajuste anterior. Por enquanto, a curva a termo embute chance de quase 50% de a Selic subir 0,50 ponto também em outubro.
(Agência Estado)

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