MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dow Jones
Momentos distintos
A Bovespa trabalhou ontem em alta, mas seu desempenho teve momentos bem distintos. O índice abriu no azul e foi subindo até atingir a máxima, acima de 3% e de volta aos 51 mil pontos, ainda no período da manhã. Mas declarações do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, e também do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, jogaram um "balde de água fria" no mercado de ações. Embora positivo, sustentado principalmente por Vale, siderúrgicas e bancos, o Ibovespa fechou bem longe das máximas, pressionado justamente pela inversão de Petrobras para o vermelho.
Giro
Ibovespa fechou em alta de 0,85%, aos 50.299 pontos, maior nível desde 13 de junho (50.414,89 pontos). Na mínima, registrou 49.878 pontos (+0,01%) e, na máxima, 51.380 pontos (+3,02%). No mês, acumula ganho de 4,28% e, no ano, perda de 17,48%. O giro financeiro foi forte ontem e totalizou R$ 8,678 bilhões.
Estímulos
Os investidores começaram o dia por aqui repercutindo o noticiário da China e tendo em mãos o balanço da Petrobras. No caso do gigante asiático, saiu em um jornal de Hong Kong que Pequim está oferecendo estímulos financeiros para governos locais de importantes cidades e províncias com o objetivo de manter o crescimento das economias locais. Isso favorece as empresas exportadoras de commodities, caso de muitas brasileiras, como a Vale. A ON avançou 2,16% e a PNA, 1,20%.
Siderúrgicas
No setor siderúrgico, CSN ON avançou 2,69%, Usiminas PNA, 1,59%, ON, 0,63%, Gerdau PN, 0,26%, e Metalúrgica Gerdau PN, 0,67%.
Destaque
Mas o grande destaque do pregão foi Petrobras. As ações abriram com forte alta e chegaram a avançar 3,73% na ON e 3,39% na PN, repercutindo o lucro líquido de R$ 6,201 bilhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior. Mas caíram 1,49% e 3,22%, respectivamente.
Dividendos
O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, declarou que não há mudança na política de dividendos, uma grande expectativa do mercado. Ele deu a partida para inversão dos papéis, que daí em diante reduziram a alta e passaram a cair também por conta da leitura de que, apesar do lucro, o balanço tem problemas, como o alto endividamento da companhia.
Comportamento em 'V'
Além disso, o diretor do Banco Central disse, em Belém, que o comportamento da inflação neste ano é em "V" e que o vértice ocorreu justamente em julho. Ele também tocou em outro ponto delicado, a política fiscal, ao atestar que ela é, de fato, expansionista.
Bancos
Bancos também subiram: Banco do Brasil ON, +1,55%, Bradesco PN, +1,59%, Itaú Unibanco PN, +2,69%, e Santander unit, +2,24%.
Bolsas americanas
Nos EUA, o Dow Jones teve ligeira baixa de 0,04%, aos 15.419,68 pontos, o S&P recuou 0,12%, aos 1.689,47 pontos, e o Nasdaq teve pequena alta, de 0,27%, aos 3.669,95 pontos.
Câmbio
O dólar fechou em alta de 0,66% no balcão, cotado a R$ 2,2870, no nível máximo do dia. Apesar de certa pressão durante a tarde, a moeda americana permaneceu acomodada abaixo dos R$ 2,290, o que não motivou a intervenção do Banco Central (BC) por meio de leilões de swap (equivalentes à venda de moeda no mercado futuro). Na semana passada, na quinta e na sexta-feira, o BC havia convocado leilões justamente quando a moeda americana já caía - o que contribuiu para sustentar e intensificar o movimento. Ontem, ao contrário, como o viés era de alta, a autoridade monetária apenas observou.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (63.050 contratos) marcava 8,90%, de 8,86% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (232.490 contratos) indicava taxa de 9,72%, de 9,60% na sexta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (103.575 contratos) apontava máxima de 10,95%, ante 10,82%. O DI para janeiro de 2021 (apenas 835 contratos) estava na máxima de 11,44%, de 11,19% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





