Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Realização de lucros
A Bolsa brasileira operou na contramão de Wall Street ontem e teve uma sessão de ganho firme, sustentada pela ação do estrangeiro na compra e tendo novamente a Vale como principal destaque. Os indicadores chineses garantiram ganhos às commodities, empurrando o Ibovespa para o nível de 50 mil pontos no intraday. Nos EUA, os indicadores realizaram lucros e fecharam no vermelho.

Ganhos
O principal índice à vista subiu 1,93%, aos 49.874,90 pontos. Na mínima, registrou 48.836 pontos (-0,19%) e, na máxima, atingiu 50.001 pontos (+2,19%). Na semana, voltou a acumular ganhos, de 2,89%, e, no mês, tem evolução de 3,40%. No ano, entretanto, segue com perdas, de 18,17%. O giro financeiro totalizou R$ 7,985 bilhões.

Indústria chinesa
Os números da China têm sido favoráveis e dado uma grande contribuição à bolsa doméstica, segundo profissionais consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Ontem, o país anunciou produção industrial acima do esperado em julho, com alta de 9,7% ante expectativa de 9%. Em junho, a alta havia sido de 8,9%. As vendas do comércio, por outro lado, ficaram abaixo do previsto ao subirem 13,2% (e previsão de 13,5%), mas acabaram não prejudicando os negócios. Em junho, as vendas haviam subido 13,3%.

Operação descolada
Um outro profissional comentou ainda que a Bovespa operou descolada do exterior por causa da atuação do "gringo". Assim, a bolsa brasileira conseguiu operar na contramão de Nova York, onde os indicadores realizaram lucros e recuaram. O Dow Jones perdeu 0,47%, aos 15.425,51 pontos, e acumulou -1,49% na semana. O S&P perdeu 0,36%, aos 1.691,42 pontos (-1,07% na semana), e o Nasdaq caiu 0,25%, aos 3.660,11 pontos (-0,80% na semana).

Estoques
O único dado do dia, de estoques no atacado, não teve influência nos mercados norte-americanos. Os estoques caíram 0,2% em junho ante maio, enquanto a previsão dos analistas era de alta de 0,5%. As vendas no atacado, por sua vez, subiram 0,4% em junho, sustentadas pelo segmento de bens duráveis.

Commodities
Aqui, os papéis ligados a commodities se destacaram, sobretudo Vale, ainda por causa do balanço do segundo trimestre, e siderúrgicas. Vale ON avançou 4,73% e PNA, 3,24%, com giro de R$ 1,357 bilhão. Usiminas PNA, 4,19%, ON, 4,51%, CSN ON, 4,59%, Gerdau PN, 1,37%, e Metalúrgica Gerdau PN, 0,52%.

Petróleo
Petrobras também sentiu influência da alta do petróleo no exterior e contou ainda com a expectativa em relação a seu balanço, divulgado na noite de ontem. A ação ON avançou 1,71% e a PN ficou 2,58% mais cara.

Swap
Após uma tarde esvaziada de notícias e de fluxo enfraquecido, o dólar se manteve em queda em relação ao real, seguindo a trajetória de desvalorização global traçada logo no início dos negócios de ontem. A moeda americana encerrou a sessão cotada a R$ 2,2720, em baixa de 0,53%, enfraquecida tanto por fatores externos quanto pela atuação do Banco Central, que interveio no mercado durante a manhã por meio de um leilão de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,31% ante o real.

Câmbio
Na máxima do dia, por volta das 10 horas, o dólar alcançou R$ 2,2830 (-0,04%), enquanto, na mínima, a divisa bateu R$ 2,2660 (-0,79%), pouco depois da divulgação dos dados de estoques nos EUA. O Banco Central vendeu o lote integral de 20 mil contratos (US$ 993,9 milhões).

Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (112.675 contratos negociados) ficou em 8,86%, ante 8,87% do ajuste de anteontem. Já a taxa para janeiro de 2015 (199.645 contratos) marcou 9,60%, ante 9,63% da véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (155.505 contratos) tinha taxa de 10,77%, ante 10,82%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 (5.610 contratos) marcava 11,19%, ante 11,25%.
(Agência Estado)

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