Subiu
Vale

Desceu
Marfrig

Melhor pregão
A Bovespa teve ontem seu melhor pregão desde março passado - em termos de variação porcentual - por causa de uma reunião de fatores que incluiu balanços corporativos e dados econômicos da China. A ação do investidor estrangeiro na ponta compradora também favoreceu os ganhos generalizados do Ibovespa, onde apenas cinco ações fecharam em baixa. Vale foi um dos principais destaques.

Valorização
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 3,12%, aos 48.928,82 pontos. Foi a maior alta porcentual desde 6 de março passado, quando subiu 3,56%. Na mínima, registrou 47.453 pontos (+0,01%) e, na máxima, 49.230 pontos (+3,76%). No mês, voltou a acumular ganhos, de 1,44%, mas, em 2013, tem perda de 19,73%. O giro financeiro totalizou R$ 7,534 bilhões. Os dados são preliminares.

Euforia
"Hoje (ontem) o mercado teve um dia de euforia. Os resultados corporativos, como os da Vale, indicadores chineses e uma questão técnica puxaram a Bolsa", comentou o analista da Spinelli Elad Victor Revi para justificar o comportamento desta sessão.

Destaque
Vale foi um dos principais destaques do dia. As ações da mineradora dispararam 3,69% na ON e 2,99% na PNA, este último papel com o maior giro individual da Bolsa, de R$ 1,226 bilhão. Vale contou com a boa interpretação de seu balanço pelo mercado. Embora tenha divulgado um lucro abaixo da pior das projeções, de US$ 424 milhões - 84% menor do que no mesmo período do ano passado - a redução de custos e de despesas e a disciplina na alocação de capital foram os pontos positivos do balanço, segundo os analistas.

Dados chineses
Os dados da China também ajudaram: o país anunciou superavit menor do que o esperado em julho, de US$ 17,80 bilhões ante projeção de US$ 27,20 bilhões e resultado de US$ 27,12 bilhões em junho. Mas o resultado foi conseguido com um aumento de 5,1% das exportações e de 10,9% das importações, ambos acima das previsões de, respectivamente, 3,2% e 4%.

Commodities
Com tal resultado, as commodities avançaram pelo globo e favoreceram papéis como os das mineradoras, que subiram fortemente na Europa. No Brasil, a notícia puxou também MMX (+8,02%).

Descoberta de petróleo
Petrobras também acabou acompanhando o desempenho do mercado e subiu, ainda com a expectativa para seu balanço, hoje à noite, e favorecida pela notícia de descoberta de petróleo. Petrobras ON, +3,20%, Petrobras PN, +2,46%. A estatal comunicou que comprovou a ocorrência de petróleo no poço 3-SPS-101 (3-BRSA-1179-SPS), localizado na área do Plano de Avaliação da Descoberta de Carioca, no bloco BM-S-9, no pré-sal da Bacia de Santos.

Baixas
As cinco ações que fecharam em baixa foram: BRMalls ON (-1,15%), Marfrig ON (-1,04%), Cemig PN (-0,48%), Pão de Açúcar PN (-0,44%) e CCR ON (-0,12%).

EUA
Nos EUA, o Dow Jones subiu 0,18%, aos 15.498,32 pontos, S&P teve variação de +0,39%, aos 1.697,48 pontos, e o Nasdaq avançou 0,41%, aos 3.669,12 pontos.

Câmbio
O dólar oscilou no território negativo durante todo o dia. Na máxima, às 9h26, marcou R$ 2,3080 (-0,09%) e, na mínima, às 12h58, atingiu R$ 2,2760 (-1,47%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 1,607 bilhão, sendo US$ 1,533 bilhão em D+2. A moeda encerrou cotada a R$ 2,2840, em queda de 1,13%, a maior baixa desde 17 de julho desde ano. O dólar pronto na BM&F teve queda de 0,81%, a R$ 2,28250, com apenas sete negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,2940, em baixa de 1,38%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (146.915 contratos) marcava mínima de 8,87%, de 8,89% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (357.015 contratos) indicava taxa de 9,63%, de 9,66% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (230.260 contratos) apontava 10,82%, ante 10,87% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (10.890 contratos) estava em 11,25%, de 11,27% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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