MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Bolsa de Frankfurt
Subiu
Bolsa de Paris
Direções divergentes
As bolsas de valores europeias fecharam em direções divergentes ontem. Por um lado, os investidores ficaram animados com dados positivos sobre a Alemanha e a zona do euro. Enquanto isso, em um anúncio inesperado o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) afirmou que pretende manter suas políticas inalteradas até que a taxa de desemprego caia a 7%. No início a informação foi bem recebida pelos mercado, mas comentário posteriores do presidente do BoE, Mark Carney, acabaram derrubando a Bolsa de Londres. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,23%, fechando a 302,81 pontos.
Indústria
A produção industrial da Alemanha subiu 2,4% em junho, na comparação com maio, em termos sazonalmente ajustados, mais do que revertendo a queda mensal de 0,8% registrada no mês anterior, segundo informou onem o Ministério da Economia. O resultado também superou bastante a previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam alta de 0,3% em junho. Já o índice Ifo de sentimento econômico na zona do euro subiu para 102,3 pontos no terceiro trimestre, de 95,1 pontos no segundo trimestre.
Política monetária
Enquanto isso, o BoE fez a maior mudança em sua estrutura de política monetária desde 2009 e afirmou que vai manter a taxa básica de juros e o programa de compra de bônus nos níveis atuais até que a taxa de desemprego no Reino Unido caia para 7%. O Comitê de Política Monetária também informou que pode comprar mais bônus para fornecer estímulos adicionais para o crescimento da economia e deixou claro que não está comprometido com um aperto da política mesmo depois de o desemprego cair para 7% - algo que a instituição não prevê para os próximos dois anos.
Alerta
Inicialmente a libra apresentou queda e a Bolsa de Londres subiu, diante da interpretação de que o BoE vai manter a política monetária relaxada. No entanto, o movimento rapidamente se reverteu depois de o presidente do banco central, Mark Carney, enfatizar alguns alertas. Em especial, Carney afirmou que a diretriz não é uma promessa de manutenção das taxas de juros baixas. Alguns analistas esperavam também um gatilho menor para o desemprego, em 6% ou 6,5%, ou seja, uma promessa de política acomodatícia por ainda mais tempo.
Londres
Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, perdeu 1,41%, fechando a 6.511,21 pontos. A TUI Travel perdeu 5,16%, depois de anunciar resultados piores do que o esperado para seu terceiro trimestre fiscal. O setor bancário também teve desempenho negativo (Barclays -0,83%, HSBC -2,23% e Lloyds -1,06%).
Decepção
O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve retração de 0,47%, encerrando a sessão a 8.260,48 pontos. Os destaques de queda foram Deutsche Börse (-2,27%) e Lufthansa (-1,60%). A fabricante de cosméticos Beiersdorf caiu 3,07%. Seus resultados do segundo trimestre mostraram bons números na unidade Tesa, que abastece clientes corporativos, mas houve um desempenho decepcionante no segmento de produtos para o consumidor final.
Valorização
Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,15%, fechando a 4.038,49 pontos. A Sanofi teve valorização de 1,06%, depois de ter sua recomendação elevada pela consultoria Berenberg. A GDF Suez ganhou 2,79%, pelo mesmo motivo. Os bancos também se saíram bem, com Société Générale avançando 2,46% e BNP Paribas com ganho de 1,02%.
Bolsas
Na Bolsa de Milão, o índice FTSE-Mib ganhou 0,93%, fechando a 16.838,19 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 avançou 0,52%, para 8.574,10 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve alta de 0,41%, a 5.720,10 pontos.
Federal Reserve
Os mercados de ações asiáticos fecharam em queda ontem, com preocupações sobre o futuro da política monetária dos EUA. A onda de vendas foi desencadeada por comentários de duas autoridades do Federal Reserve. O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, e o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disseram que o banco central norte-americano poderia começar a retirar o programa de US$ 85 bilhões mensais de compra de bônus em setembro, reacendendo o debate sobre o cronograma do banco central.
(Agência Estado)





