Desceu
Dólar

Subiu
Juros

Terceira baixa
A Bovespa engatou ontem sua terceira sessão seguida de baixa e passou a registrar perdas no mês de agosto. Pressionado principalmente pelas ordens de vendas do investidor estrangeiro, o Ibovespa teve uma realização de lucros mais intensa do que as bolsas norte-americanas, puxada por uma baixa generalizada que teve entre seus destaques Vale, Petrobras, siderúrgicas e bancos. Apenas sete ações fecharam no azul.

Giro
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,09%, aos 47.421,85 pontos. Nestes três dias no vermelho, recuou 3,5% e passou a registrar perdas de 1,68% em agosto. No ano até agora, cai 22,2%. Na mínima de ontem, atingiu 47.225 pontos (-2,50%) e, na máxima, 48.522 pontos (+0,18%). O giro financeiro totalizou R$ 6,433 bilhões.

Petrobras
Um profissional comentou que a ação do estrangeiro na venda foi firme ontem, sobretudo em ações como Petrobras. A ação ON da estatal recuou 2,85% e a PN, 2,22%.

Sinal vermelho
O sinal vermelho que predominou nos mercados de ações globais teve origem em declarações de dirigentes do Fed, que desde a última segunda se repetem em dizer que o início dos fim dos estímulos pelo banco central norte-americano está próximo. Pela manhã, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que o banco central pode começar a reduzir seu programa de compras de bônus em qualquer uma das três reuniões que ainda ocorrerão este ano e citou inclusive o mês de setembro como possível início da diminuição de estímulos.

Compras de bônus
Em seguida, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, que tem direito a voto no Fomc, disse não descartar uma redução nas compras de bônus já na reunião de setembro do Comitê. Ele não descartou que o início possa ocorrer em setembro, mas advertiu que vai depender dos dados, que, segundo ele, "não têm sido muito ruins".

Bolsas americanas
O Dow Jones encerrou a sessão com perda de 0,60%, aos 15.518,74 pontos. S&P recuou 0,57%, aos 1.697,37 pontos, e Nasdaq teve baixa de 0,74%, aos 3.665,77 pontos.

Perdas
Vale teve perda de 0,76% na ON e 1,32% na PNA. CSN, que divulgaria seu balanço ontem, teve baixa de 1,22%; Gerdau PN, -1,27%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,28%, Usiminas PNA, -3,04%.

Bancos
Bancos também sofreram desvalorização: Bradesco PN, -2,03%, Itaú Unibanco PN, -2,31%, BB ON, -3,56%, e Santander unit, -1,69%.

Câmbio
O dólar fechou em leve baixa de 0,04% ante o real no balcão, cotado a R$ 2,2990. Na cotação máxima do dia, vista às 9h20, a moeda atingiu R$ 2,310 (+0,43%) e, na mínima, às 12h26, marcou R$ 2,290 (-0,43%). Da máxima para a mínima, o dólar oscilou -0,87%. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 1,826 bilhão, sendo US$ 1,428 bilhão em D+2. O dólar pronto na BM&F teve baixa de 0,13%, a R$ 2,2980, com apenas 13 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,3120, em queda de 0,34%.

Fora dos negócios
Embora a moeda tenha atingido R$ 2,310 na cotação máxima do dia, o Banco Central, mais uma vez, ficou fora dos negócios.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (195.825 contratos) marcava 8,91%, de 8,90% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (365.440 contratos) indicava taxa de 9,71%, de 9,69% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (145.470 contratos) apontava 10,85%, ante 10,80% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (7.355 contratos) estava em 11,22%, de 11,12% no ajuste anterior.

Velho continente
As bolsas da Europa fecharam em queda ontem. Os dados bons da região não foram suficientes para animar os investidores em meio ao temor de uma redução de estímulos do Federal Reserve, reforçado pela fala do presidente da distrital de Atlanta, Dennis Lockhart. O índice Stoxx 600 terminou o dia com baixa de 0,41%, aos 303,50 pontos.

Asiáticos
Os mercados de ações da Ásia fecharam em queda ontem, com o HSBC pesando sobre os papéis em Hong Kong. Já na Austrália, o Banco Central do país reduziu a taxa de juros para uma mínima histórica, o que levou o dólar australiano a uma forte ascensão.
(Agência Estado)

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