MERCADO FINANCEIRO
SubiuDólar
Desceu
Petrobras
Saída de estrangeiros
A Bovespa acompanhou o desempenho das bolsas internacionais e operou em baixa a maior parte da sessão de ontem, pressionada pela saída de estrangeiros e pelo volume fraco da sessão. As ações da Vale subiram e aliviaram um pouco o sinal vermelho do índice, por sua vez pressionado pela retração das ações da Petrobras.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,08%, aos 48.436,44 pontos. Na mínima, registrou 48.264 pontos (-0,43%) e, na máxima, registrou 48.707 pontos (+0,48%). No mês, acumula alta de 0,42% e, no ano, perda de 20,53%. O giro financeiro foi fraco e totalizou apenas R$ 4,606 bilhões.
Em baixa
A Bolsa doméstica abriu o dia em baixa e assim seguiu até a divulgação do ISM de serviços norte-americano, que acabou colocando o índice temporariamente em alta. O indicador surpreendeu positivamente o mercado ao subir para 56 em julho, de 52,2 em junho e ante previsões de que iria para 53,3. Apesar desse dado melhor, as bolsas norte-americanas titubearam, da mesma forma que as europeias, que apagaram os ganhos iniciais e fecharam majoritariamente em baixa.
Compras de bônus
Em Wall Street, os investidores ainda digeriram a fala do presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, de que o banco central dos EUA deveria começar lentamente a reduzir suas compras mensais de bônus neste outono (que no Hemisfério Norte começa no fim de setembro).
EUA
No final, o Dow Jones terminou com perda de 0,30%, aos 15.612,13 pontos, o S&P teve baixa de 0,15%, aos 1.707,14 pontos, e o Nasdaq avançou 0,09%, aos 3.692,95 pontos.
Blue chips
Aqui, as blue chips Vale e Petrobras, que divulgam balanços nesta semana, operaram em sentido contrário. Vale subiu, 0,96% na ON e 1,20% na PNA, e Petrobras caiu 1,38% na ON e 0,95% na PN.
Bancos
No setor financeiro, BB ON, -2,63%, Bradesco PN, -2,06%, Itaú Unibanco PN, -1,57%, Santander unit ficou estável.
Câmbio
Depois de ter fechado a sexta-feira na faixa de R$ 2,27, o dólar à vista negociado no mercado balcão teve ontem um avanço firme ante o real. Os ajustes feitos após a queda da sessão anterior favoreceram a alta de 0,92% da moeda americana ante o real, para R$ 2,30. Apesar da pressão, o Banco Central manteve-se fora dos negócios, assim como ocorreu na quinta-feira, dia 1º, quando o dólar encerrou acima de R$ 2,30.
Território positivo
A moeda americana operou no território positivo durante toda a sessão. Na cotação mínima, no início do dia, o dólar atingiu R$ 2,2870 (+0,35%) e, na máxima, vista às 13h22, marcou R$ 2,3050 (+1,14%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro à vista de US$ 1,665 bilhão, sendo US$ 1,400 bilhão em D+2. O dólar pronto na BM&F teve alta de 0,68%, a R$ 2,3010, com apenas cinco negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para setembro era cotado a R$ 2,3140, em alta de 0,43%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (54.930 contratos) marcava mínima de 8,90%, igual ao ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (181.020 contratos) indicava taxa de 9,69%, de 9,72% na sexta-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (107.065 contratos) apontava 10,80%, ante 10,86%. O DI para janeiro de 2021 (apenas 1.400 contratos) estava em 11,12%, de 11,16% no ajuste anterior.
Europa
As principais bolsas europeias fecharam em leve baixa, com uma queda nas ações do setor bancário contrabalançando indicadores macroeconômicos positivos. No geral, os movimentos foram limitados e operadores destacaram a possibilidade de uma consolidação nesta semana, especialmente depois de as bolsas dos EUA terem atingido novos recordes na semana passada. O índice Stoxx 600, porém, terminou o dia com pequena alta de 0,2%, aos 304,74 pontos, o nível mais elevado desde o fim de maio.
Ásia
Os mercados de ações asiáticos fecharam em direções divergentes ontem, após a divulgação de indicadores da China e dos EUA. O Índice Xangai Composto subiu 1,0%, para 2.050,48 pontos, e o Índice Shenzhen Composto avançou 1,7%, para 991,54 pontos.
(Agência Estado)





