MERCADO FINANCEIRO
Pé direito
Os indicadores globais garantiram um início de agosto com o pé direito à Bovespa. O patamar de 49 mil pontos foi resgatado por uma alta quase generalizada das ações que compõem o índice, mas alguns papéis foram além, como Petrobras, Gerdau e JBS. Os bancos também mostraram comportamento exuberante e ajudaram a içar o Ibovespa.
Estabilidade
A bolsa doméstica, assim, teve alta de 1,88%, em seu primeiro pregão do mês, aos 49.140,78 pontos. Na mínima, operou estável, aos 48.235 pontos e, na máxima, registrou 49.281 pontos (+2,17%). No ano até ontem, acumula perda de 19,38%. O giro financeiro totalizou R$ 6,731 bilhões.
Bom humor
O bom humor veio dos dados industriais de China, Europa e Estados Unidos. Em Wall Street, além do PMI de 53,7 em julho e do ISM de 55,4, repercutiram positivamente ainda os pedidos de auxílio-desemprego, que recuaram para 326 mil na semana passada, menor nível em 5 anos e abaixo da previsão de 345 mil solicitações.
Vigor
Mesmo à espera do relatório do mercado de trabalho (payroll), hoje, as bolsas subiram com vigor. O Dow Jones registrou elevação de 0,83%, aos 15.628,02 pontos, e o S&P 500 subiu 1,25%, para 1.706,87 pontos, ambos em patamares recorde e o S&P pela primeira vez acima de 1.700 pontos. O Nasdaq teve ganho de 1,36%, aos 3.675,74 pontos.
Petróleo
Aqui, Petrobras ajudou a puxar o Ibovespa. As ações ON registraram alta de 4,68% e as PN, de 3,99%, influenciadas pelos dados chineses e também pela notícia de aumento de sua produção. A empresa informou que sua produção total de petróleo e gás no Brasil cresceu 4,8% em junho ante maio, para 2,378 milhões de barris por dia (bpd). A parcela exclusiva de petróleo chegou a 2,043 milhões, aumento de 5,2% em relação a maio. Esta produção é referente aos campos nos quais opera também com parceiros. Nas áreas onde opera sozinha, a Petrobras produziu 1,979 milhão barris por dia (óleo, mais líquido de gás natural - LGN).
Vale
A notícia da China também ajudou as ações da Vale: a ON subiu 1% e a PNA, 1,42%.
Altas
Gerdau, por outro lado, também exibiu alta vigorosa, influenciada por seu balanço e por cobertura de posições vendidas. Gerdau PN teve evolução de 4,32% e Metalúrgica Gerdau PN, de 4,66%. Ainda no setor, Usiminas PNA, +0,23, e CSN ON, +0,76%.
Bancos
No setor financeiro, Bradesco PN, +2,78%, Itaú Unibanco PN, +3,23%, Banco do Brasil ON, +2,12% e Santander Unit, +2,50%.
Câmbio
Após ter feito três leilões de swap na quarta-feira, o Banco Central (BC) apenas monitorou a movimentação no mercado de câmbio ontem. O dólar superou o patamar de R$ 2,30 em vários momentos da sessão, em sintonia com o cenário global, para fechar com alta de 1,10%, a R$ 2,3030. Este é o maior patamar para a moeda americana desde 31 de março de 2009, quando encerrou em R$ 2,3180. Desde março daquele ano o dólar não fechava acima de R$ 2,30.
Balcão
Logo no início do dia, a moeda americana chegou a registrar perdas ante o real, marcando, às 9h30, a mínima de R$ 2,2690 (-0,40%) no balcão. Para analistas, este viés de baixa inicial era uma continuação do movimento do fim da quarta-feira, quando a moeda encerrou com queda de 0,13% ante o real. A divulgação de dados positivos nos Estados Unidos, no entanto, conduziu a moeda americana para o território positivo. No início da tarde, ela já estava próxima de R$ 2,30, sem que o BC atuasse.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro janeiro de 2014 (252.740 contratos) marcava 8,91%, de 8,85% no ajuste de ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (496.560 contratos) indicava taxa de 9,84%, de 9,59% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (244.650 contratos) apontava 11,08%, ante 10,76% ontem. O DI para janeiro de 2021 (13.385 contratos) estava em 11,35%, de 11,12% no ajuste anterior.
Ganhos
As bolsas de valores europeias fecharam ontem com ganhos significativos depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reiterar que as taxas de juros permanecerão baixas enquanto for necessário. Indicadores de atividade industrial bons na Europa, nos Estados Unidos e na China e balanços corporativos fortes contribuíram para o desempenho positivo das ações. O índice Stoxx 600 subiu 1,2%, para 303,29 pontos.
Atividade industrial
Os mercados de ações asiáticos fecharam em alta ontem após uma leitura surpreendentemente forte de dados sobre a atividade industrial da China. Por outro lado, uma notícia de que os bancos australianas poderão enfrentar novos impostos limitaram ganhos em Sydney.
(Agência Estado)





