MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Bolsa de Londres
Desceu
Bolsa de Tóquio
Contenção
As bolsas de valores europeias fecharam sem direção ontem. Dados melhores que os esperados dos Estados Unidos ajudaram os principais índices a encerrarem no azul, mas os movimentos foram contidos, com os investidores preferindo esperar pelo comunicado de política monetária do Federal Reserve. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve leve alta de 0,05%, fechando a 299,58 pontos.
Trabalho
O dia agitado para os mercados começou com a divulgação do relatório ADP, que mede a criação de vagas de emprego no setor privado. Em julho, foram criados 200 mil vagas, ante expectativa de 183 mil postos projetados pelos economistas. Apesar de não ter correlação forte com o relatório do Departamento de Trabalho, que sai na sexta-feira, os números do ADP são usados para sinalizar tendências do mercado de emprego.
PIB
Também foi divulgada na manhã de ontem a primeira leitura do PIB dos EUA do segundo trimestre, que mostrou expansão de 1,7% no período, acima do esperado por Wall Street, que previa alta de 0,9%. Ao mesmo tempo, o PIB do primeiro trimestre foi revisado para baixo, de 1,8% para 1,1%. Ou seja, ao contrário do que se falava, a economia norte-americana não se desacelerou do primeiro para o segundo trimestre. Pouco depois, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago reforçou o noticiário positivo ao subir para 52,3 em julho, de 51,6 em junho.
Desemprego
Na zona do euro, a taxa de desemprego seguiu em 12,1% em junho. O quadro, porém, parece menos sombrio: o número de desempregados caiu em 24 mil no mês. Essa foi a primeira redução do número de pessoas sem trabalho desde abril de 2011. Ainda que a notícia seja positiva, o universo de desempregados continua grande: 19,27 milhões de pessoas não têm trabalho apenas na zona do euro.
Varejo
Também de manhã um dado conhecido mostrou outra consequência da crise. Na Espanha, as vendas no varejo caíram 0,7% em junho na comparação com maio no levantamento dessazonalizado. Ante junho de 2012, o recuo é de 5,1%. As vendas no varejo também caíram na Alemanha e o gasto dos consumidores recuou na França.
Londres
Em Londres, o índice FTSE ganhou 0,76% e encerrou a sessão a 6.621,06 pontos. A Fresnillo liderou as perdas, com queda de 1,8%. Já a Diageo subiu 3,2%, impulsionada por resultados positivos do primeiro semestre.
Altas
Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 0,15% e fechou a 3.992,69 pontos. O índice DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 0,06%, fechando a 8.275,97 pontos.
Novas ações
Já o índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, recuou 1,16%, fechando a 5.721,46 pontos, afetado pelo declínio de quase 70% nas ações do banco Banif. Após um aumento de capital, começaram a circular ontem 10 bilhões de novas ações do banco.
Quedas
O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, caiu 0,37%, aos 16.482,35 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve queda de 0,27%, a 8.433,40 pontos.
Dólar fraco
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, com um dólar mais fraco e cautela antes da divulgação de dados do PIB dos EUA e da declaração de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed.
Índice Nikkei
O índice Nikkei caiu 201,50 pontos, ou 1,5%, para 13.668,32 pontos, ante alta de 1,5% na sessão anterior. Os níveis de participação se mantiveram leves com 2,59 bilhões de ações negociadas sob o valor de apenas 2,3 trilhões de ienes.
Divergências
Os mercados asiáticos fecharam em direções divergentes ontem, antes do resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve e dos dados do Produto Interno Bruto norte-americano, que seriam divulgados ainda ontem.
Compra de bônus
A dúvida sobre uma possível redução das medidas de estímulo do Fed tem sido um tema importante para os mercados asiáticos em julho. Ações em toda a região caíram drasticamente em junho, pois os investidores tiraram capital da região devido a crescentes expectativas sobre uma retirada iminente do programa de compra de bônus do banco central dos EUA. Mas, conforme esses temores foram recuando, os mercados regionais conseguiram se recuperar.
(Agência Estado)





