MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
Realização de lucros
Ainda pautado pelo que virá do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), hoje, o mercado de ações doméstico manteve o movimento de realização de lucros da véspera, ontem com a atuação do investidor estrangeiro na ponta vendedora. Vale, Petrobras e siderúrgicas foram a porta de saída daqueles que preferem ver o que o Federal Reserve anunciará antes de se posicionar. Por outro lado, os balanços positivos de Itaú Unibanco e Santander atraíram compradores aos papéis dessas instituições.
Baixa
A Bolsa doméstica encerrou ontem em baixa de 1,32%, aos 48.561,78 pontos. Na mínima, registrou 48.560 pontos (-1,32%) e, na máxima, 49.669 pontos (+0,93%). No mês, acumula elevação de 2,33% e, no ano, perda de 20,33%. O giro financeiro totalizou R$ 6,317 bilhões.
Gordura para queimar
Profissionais foram unânimes em reforçar que a queda pela segunda sessão seguida da Bovespa nada mais foi do que realização, sem mudança de tendência. "Tinha gordura para queimar, não foi mais do que alguns investidores embolsando ganhos recentes", comentou um profissional da mesa de renda variável. Um outro especialista acrescentou que, ontem, o investidor estrangeiro esteve presente na venda, o que amplificou o sinal de queda e fez a Bovespa perder o nível de 49 mil pontos.
Contramão
Ontem, a Bovespa acabou operando na contramão das bolsas norte-americanas, onde alguns balanços corporativos deram o tom positivo do mercado, em meio a indicadores não tão bons assim. Um deles, o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board, caiu para 80,3 em julho, de uma leitura revisada de 82,1 em junho e ante previsão de que iria para 81,3.
Bolsa americana
O Dow Jones fechou com ligeira baixa de 0,01%, aos 15.520,59 pontos. O S&P avançou 0,04%, aos 1.685,96 pontos, e o Nasdaq subiu 0,48%, aos 3.616,47 pontos.
Blue chips
Aqui, as blue chips Vale e Petrobras foram a porta de saída nesta realização de lucros: Vale ON, -2,45%, PNA, -1,87%, Petrobras ON, -2,46%, e PN, -1,32%.
Siderúrgicas
As siderúrgicas também recuaram, sobretudo Usiminas e CSN, que subiram forte nas sessões anteriores. Usiminas ON caiu 6,25% e liderou as baixas do Ibovespa, enquanto CSN ON recuou 5,92%, na terceira posição. Usiminas PNA, -4,45%, Gerdau PN, -2,14%, e Metalúrgica Gerdau PN, -2,56%.
Balanços
O setor financeiro subiu e contrabalançou o Ibovespa, influenciado pelos balanços do Itaú Unibanco e Santander.
Lucro
O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,622 bilhões no segundo trimestre deste ano, resultado apenas 1% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado e em linha com a previsão de analistas consultados pelo Broadcast (lucro de R$ 3,6 bilhões). A instituição também divulgou lucro líquido de R$ 3,583 bilhões no período, aumento de 8,4%, na mesma base de comparação.
Santander
No caso do Santander, o lucro líquido societário alcançou R$ 501 milhões no segundo trimestre de 2013, redução de 9,76% na comparação com igual intervalo de 2012, seguindo o padrão contábil brasileiro, o BRGaap. No critério gerencial, o lucro da instituição totalizou R$ 1,410 bilhão, declínio de 3,69% ante um ano e de 7,2% na comparação com o trimestre anterior. Esse resultado superou as expectativas dos analistas ouvidos pelo Broadcast em 13,4%.
Bancos
Itaú Unibanco PN subiu 0,79%, Santander unit, 1,24%, BB ON, 1,10%, e Bradesco PN recuou 0,39%.
Câmbio
O dólar fechou com alta de 0,53% no mercado de balcão, a R$ 2,2810 - o maior patamar de fechamento desde 31 de março de 2009, quando marcou R$ 2,3180.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (109.110 contratos) era negociada a 8,472%, de 8,462% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2014 (200.640 contratos) marcava 8,84%, de 8,81% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (335.305 contratos) indicava taxa de 9,59%, de 9,48% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (172.185 contratos) apontava 10,77%, ante 10,68% ontem. O DI para janeiro de 2021 (5.375 contratos) estava em 11,16%, de 11,12% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





