MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Zeragem
Após uma breve interrupção, a Bovespa voltou a operar e fechar em alta ontem, influenciada principalmente pela zeragem de posições vendidas em mercado futuro. Esse movimento acabou influenciando a alta do índice à vista, que também sentiu o efeito das compras em Petrobras.
Valorização
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,43%, aos 49.066,75 pontos, maior nível desde 18 de junho passado (49.464,94 pontos). Na mínima, registrou 48.007 pontos (+0,76%) e, na máxima, atingiu 49.123 pontos (+1,55%). No mês, acumula ganho de 3,39% e, no ano, perda de 19,50%. O giro financeiro totalizou R$ 5,998 bilhões.
Petrobras
Petrobras PN subiu 2,75%, influenciado por recomendação de compra pelo Credit Suisse. A ação ON da estatal também teve ganho, de 1,69%.
Temores
Vale e siderúrgicas subiram, apesar de a leitura preliminar do índice de atividade industrial (gerente de compras) da China, medido pelo HSBC, ter caído para o menor patamar em 11 meses, intensificando os temores sobre a economia do país.
Altas
Vale ON fechou em alta de 1,10%, PNA, de 0,69%, Gerdau PN, +2,08%, Metalúrgica Gerdau PN, +1,81%, Usiminas PNA, +2,36%, CSN ON, +1,43%.
Beta elevado
Segundo o chefe de pesquisa da Quantitas Asset Management, Marcel Kussaba, a zeragem de posições vendidas de estrangeiros em contrato futuro acabou influenciando o mercado à vista. O estrategista da Futura, Luis Gustavo Pereira, reforçou a avaliação de Kussaba, ao explicar que os papéis com beta elevado foram destaque de alta, como por exemplo Oi.
Máximas
À tarde, no entanto, a Bovespa renovou as máximas, seguindo uma melhora em Nova York, depois que o colunista do Wall Street Journal e especialista em Fed, Jon Hilsenrath, afirmou que o Fed deve manter as compras mensais de US$ 85 bilhões em bônus na próxima reunião, nos dias 30 e 31 de julho, mas pode rever os gatilhos de desemprego e inflação.
Estados Unidos
O Dow Jones fechou com ligeira alta, de 0,09%, aos 15.555,61 pontos, o S&P subiu 0,26%, aos 1,690,25 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,71%, aos 3.605,19 pontos, influenciado pelo balanço do Facebook.
Volatilidade
Numa sessão marcada pela volatilidade, o dólar fechou em baixa ante o real no mercado à vista de balcão, embora a moeda americana tenha permanecido boa parte da tarde em alta. No fim, registrou queda de 0,27% no balcão, cotado a R$ 2,2440.
Câmbio
Mais cedo, a moeda americana chegou a oscilar no território negativo, após o Banco Central efetuar duas intervenções: a primeira, ao fazer leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) e, a segunda, ao anunciar nova oferta para hoje. Na cotação mínima do dia, vista às 11h04, já sob a influência destes fatores, o dólar no balcão foi cotado a R$ 2,2380 (-0,53%).
Oscilação
Essa baixa, no entanto, durou pouco e perto das 13 horas a moeda americana já renovava as máximas em relação ao real. Às 13h05, o dólar registrou a máxima de R$ 2,2620 (+0,53%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +1,07%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (75.575 contratos) marcava 8,76%, igual ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (199.130 contratos) indicava taxa de 9,34%, também idêntica à véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (249.305 contratos) apontava 10,46%, ante 10,36% ontem e máxima intraday de 10,56%. O DI para janeiro de 2023 (9.255 contratos) estava em 11,02%, de 10,90% no ajuste anterior e máxima de 11,14%.
Bolsas
A maioria das bolsas de valores europeias fechou em queda ontem, pressionadas por balanços e preocupações com a economia da China, apesar de dados econômicos melhores na Alemanha e no Reino Unido. A Bolsa de Madri contrariou a tendência e fechou em alta, apoiada pelos ganhos das ações da Telefónica e de bancos e pela queda da taxa de desemprego na Espanha. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,5%, fechando a 299,63 pontos.
(Agência Estado)





