Subiu
Vale

Desceu
Dólar

Bovespa
A Bovespa engatou mais uma sessão de ganhos e se aproximou do patamar de 49 mil pontos, registrado a última vez em meados de junho. Mas depois de subir mais de 1,5% na máxima do dia, o índice perdeu fôlego no final. A percepção de que as coisas parecem melhores no País - ou, ao menos, mais calmas - tem trazido investidores para a ponta compradora, entre eles estrangeiros.

Giro
O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,51%, aos 48.819,52 pontos, maior nível desde os 49.464,94 pontos de 18 de junho passado. Na mínima, registrou 48.579 pontos (+0,01%) e, na máxima, 49.379 pontos (+1,66%). No mês, acumula ganhos de 2,87% e, no ano, perda de 19,90%. O giro financeiro totalizou R$ 5,618 bilhões.

Calmaria
A alta da Bovespa se pautou no que os especialistas apontam como onda de calmaria no mercado doméstico. No geral, a percepção é de que a situação macroeconômica brasileira ainda inspira cuidados, mas os sinais mais recentes, se não estão ajudando, também não estão atrapalhando. Isso estaria acontecendo, por exemplo, com a inflação. O IPC-S divulgado ontem ficou em -0,11% na terceira quadrissemana de julho, ante +0,07% na segunda quadrissemana.

Crescimento
Ontem, o sinal positivo teve incentivo da China, depois que o primeiro-ministro, Li Keqiang, informou que o governo não vai permitir que o país tenha crescimento menor do que 7%, já que isso complicaria o cumprimento da meta oficial do governo de dobrar o tamanho da economia nesta década.

Indicadores
Pela manhã, no entanto, os ganhos acabaram corrompidos por causa de indicadores mais fracos nos EUA. Um deles, o índice de atividade regional do Federal Reserve de Richmond, que caiu para -11 em julho, de 7 em junho. Depois, saiu que o índice de preços das moradias nos EUA subiu 0,7% em maio, na comparação com abril, abaixo da previsão de avanço de 0,8%.

EUA
No final, o Dow Jones fechou em alta, na contramão de S&P e Nasdaq, com apoio das blue chips DuPont e United Technologies, que divulgaram ontem seus balanços. O índice Dow Jones subiu 0,15%, aos 15.568,12 pontos, o S&P recuou 0,18%, aos 1.692,40 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,59%, aos 3.579,27 pontos.

Altas
Aqui, Petrobras ON encerrou em +1,90%, PN, +0,67%, Vale ON, +1,94%, Vale PNA, +1,62%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,59%, Metalúrgica Gerdau PN, +3,77%, CSN ON, +3,02%. Usiminas PNA caiu 1,66%.

Câmbio
Após o leve recuo na sessão de ontem, o dólar voltou a registrar perdas ante o real ontem, na esteira do exterior. Durante a maior parte do dia, a moeda americana manteve-se em baixa em relação ao euro e a divisas de países ligados a commodities, como o Brasil. Por aqui, o movimento foi até um pouco mais intenso, o que fez o dólar encerrar em queda de 0,54% no balcão, cotado a R$ 2,2240. Em julho, a moeda acumula baixa de 0,31% e, no ano, elevação de 8,75%.

Negócios
Na máxima da sessão, vista às 9h22, o dólar atingiu R$ 2,2410 (+0,22%) e, na mínima, às 14h37, marcou R$ 2,2140 (-0,98%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,20%. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,760 bilhão, sendo US$ 1,656 bilhão em D+2. O dólar pronto na BM&F teve baixa de 0,49%, a R$ 2,2210, com apenas cinco negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2270, em queda de 0,51%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (46.170 contratos) estava em 8,426%, de 8,423% ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (210.615 contratos) marcava máxima de 8,74%, igual a anteontem. O vencimento para janeiro de 2015 (402.715 contratos) indicava taxa de 9,28%, de 9,35% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (247.160 contratos) apontava 10,23%, ante 10,33% anteontem, enquanto o DI para janeiro de 2023 (15.055 contratos) estava em 10,62%, de 10,84% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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