Subiu
Petrobras

Desceu
Usiminas

Azul
A Bovespa deu continuidade à alta de segunda-feira, e conseguiu fechar no azul no pregão de ontem, embalada pelas blue chips Petrobras e Vale. Se no exterior a cautela em relação ao ajuste do programa de compras de bônus por parte do Federal Reserve foi reforçada, por aqui os investidores seguem em um movimento de correção de preços dos ativos, que recuperam parte das perdas recentes. Durante a tarde, a OGX, que foi responsável por segurar o Ibovespa no vermelho na primeira metade dos negócios, reduziu as perdas e permitiu que a Bolsa migrasse para o azul pouco antes das 16 horas.

Giro
O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,28%, aos 46.869,29 pontos. Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa marcou queda de 0,69% (aos 46.417 pontos), enquanto na máxima avançou 1,26% (47.330 pontos). O volume financeiro foi fraco, de R$ 5,070 bilhões. No mês, a Bovespa acumula desvalorização de 1,24% e, no ano, a baixa chega a 23,10%.

Blue chips
Petrobras ON e PN fecharam em alta de 1,56% e 1,35%, respectivamente. Já Vale ON avançou 3,65%, enquanto os papéis PNA subiram 1,86%. No mercado internacional, os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em alta, impulsionados por uma leitura melhor do que a esperada sobre a produção industrial nos EUA. A queda do dólar lá fora também ajudou.

Destaques
Os destaques de alta do Ibovespa foram Brookfield ON, que registrou valorização de 3,85%, seguida por MRV ON (+3,69%), Vale ON (+3,65%), JBS ON (+3,03%) e Banco do Brasil ON (+2,83%).

Vilãs
Por outro lado, as ações ON da OGX, que foram as vilãs da Bolsa mais cedo, amenizaram a queda durante a tarde, encerrando o dia com perda 3,29%. Pela manhã, os papéis da empresa de Eike Batista chegaram a entrar em leilão, após caírem perto de 12%. Mesmo com a trégua, o papel teve o pior desempenho do Ibovespa nesta terça.

Usiminas
Completam o ranking de quedas do índice Usiminas ON (-3,85%), devolvendo parte da forte alta registrada na última segunda, Oi PN (-3,81%), Usiminas PNA (-3,58%) e BM&FBovespa (-3,54%).

EUA
As bolsas de valores de Nova York fecharam em leve queda ontem, pressionadas pelas expectativas com o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, amanhã no Congresso dos Estados Unidos. O balanço decepcionante da Coca-Cola no segundo trimestre também pesou sobre os índices acionários, assim como comentários da presidente do Fed de Kansas City, Esther George. O índice Dow Jones perdeu 32,41 pontos (0,21%), fechando a 15.451,85 pontos. O Nasdaq recuou 8,99 pontos (0,25%), encerrando a sessão a 3.598,50 pontos. O S&P 500 teve retração de 6,24 pontos (0,37%) e fechou a 1.676,26 pontos.

Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão fechou com alta de 1,30%, cotado a R$ 2,2580, na máxima da sessão. No ano, a moeda acumula alta de 10,42%. O Banco Central se manteve fora dos negócios.

Oscilação
Da mínima de R$ 2,2080 marcada mais cedo para a máxima de R$ 2,2580 no fim da sessão, a moeda americana oscilou +2,26%. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro bastante contido, de apenas US$ 1,148 bilhão, sendo US$ 1,046 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2640, em alta de 1,57%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (102.970 contratos) estava em 8,42%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (129.160 contratos) marcava 8,77%, também idêntico a anteontem. O vencimento para janeiro de 2015 (200.345 contratos) indicava taxa de 9,45%, ante 9,55% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (162.080 contratos) apontava 10,56%, de 10,60% ontem. O DI para janeiro de 2021 (4.335 contratos) estava em 10,99%, de 11,00% no ajuste anterior.

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta ontem, uma vez que um dólar mais forte e positivos resultados de empresas dos EUA estimularam a compra de papéis de exportadores e companhias do setor financeiro. O índice Nikkei subiu 92,87 pontos, ou 0,6%, para 14.599,12 pontos, após um avanço de 0,2% na sexta-feira.

mockup