Sobe
Dow Jones

Desce
Bovespa

Preocupações
As preocupações com o crescimento chinês e com a atividade doméstica, além da proximidade do exercício de opções sobre ações, pressionaram o Ibovespa no pregão de ontem, levando o índice a perder o patamar dos 46 mil pontos alcançado.

Blue Chips
A queda foi conduzida pelas blue chips Petrobras, Vale e OGX, mas as ações que compõem o índice à vista foram contaminadas como um todo. A cautela e a falta de vigor nesta jornada resultaram em um giro fraco, de R$ 5,199 bilhões, com os investidores à espera do vencimento programado para segunda-feira e aguardando números importantes da China que serão conhecidos no domingo à noite, como PIB, vendas e produção industrial.

Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão em baixa de 2,34%, aos 45.533 pontos, depois de subir 3,44% nos dois pregões anteriores. Em baixa desde a abertura, o índice cravou as mínimas na última hora dos negócios, chegando a cair 2,35% (45.529 pontos) na menor pontuação. Na máxima do dia, segurou-se na estabilidade, aos 46.624 pontos.

Balanço
Mesmo assim, a Bolsa conseguiu terminar a semana no azul, com avanço de 0,71%. Já no mês, acumula queda de 4,05%. No ano, a perda da Bovespa chega a 25,30%."Anteontem, subimos forte e descolamos muito do exterior e ontem devolvemos os ganhos", avalia o analista de investimentos da SLW Pedro Galdi.

Vencimento
Ele destaca que o vencimento de opções sobre ações adicionou pressão aos negócios locais no fim, com a briga entre comprados e vendidos empurrando para baixo os preços das blue chips Petrobras e Vale. Dos 72 papéis que compõe a carteira teórica do Ibovespa, apenas 11 conseguiram fechar no azul.

Petrobras
Com o movimento de realização de lucros visto ontem, Patrobras ON terminou em queda de 1,69%, após subir mais de 7% na véspera. Já as ações PN recuaram 2,34%.

Percentuais
Diante das preocupações com a China, os setores de mineração e siderurgia foram prejudicados, com Vale em queda de 1,58 % (ON) e 1,74% (PNA). Usiminas PNA, Gerdau PN e CSN ON registraram desvalorização de 4,80%; 3,70% e 5,08%, respectivamente.

Quedas
As "ações X" lideraram as perdas do Ibovespa, com um tombo de mais de 20%, em meio às incertezas que cercam a reestruturação de empresas do grupo EBX e a eventual saída de Eike Batista do controle do braço de petróleo. LLX ON recuou 22,35%, OGX ON perdeu 21,83% e MMX ON caiu 20,95%. Completam o ranking de quedas do índice MRV ON (-5,58%) e Gafisa ON (-5,48%).

Dow Jones
Já os destaques de alta foram Fibria ON (+1,75%), Eletrobras PNB (+1,53%) e Brookfield ON (+0,66%). Em Wall Street, o Dow Jones virou para o positivo no final, para encerrar em leve alta de 0,02%. Os índices S&P 500 e Dow Jones registraram ganhos de 0,31% e de 0,61%, nessa ordem.

Câmbio
No Brasil, a moeda fechou em alta de 0,40% no mercado de balcão, cotada a R$ 2,2670. Em 2013, o dólar já subiu 10,86% ante o real. Na cotação mínima de hoje, registrada às 11h48, o dólar atingiu 2,2620 (+0,18%) e, na máxima, vista pela manhã e perto das 16 horas, marcou R$ 2,2710 (+0,58%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro contido, de apenas US$ 1,280 bilhão, sendo US$ 1,185 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2760, em alta de 0,49%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (56.635 contratos) estava em 8,43%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (82.600 contratos) marcava 8,80%, ante 8,79% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (211.455 contratos) indicava taxa de 9,62%, ante 9,59% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (126.765 contratos) apontava 10,83%, de 10,86% ontem. O DI para janeiro de 2021 (6.895 contratos) estava na máxima de 11,23%, de 11,26% no ajuste anterior.

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