MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de julho de 2013
(Agência Estado) 
Sobe
Bovespa
Desce
Dólar
Federal Reserve
As declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, após o fechamento dos mercados anteontem deram sustentação aos ativos na sessão de ontem. A alta das bolsas internacionais sustentou a trajetória positiva doméstica, com os investidores estrangeiros atuando fortemente na compra. Vale e Petrobras se destacaram, sendo que as ações ordinárias da estatal do petróleo dispararam com a expectativa de pagamento de dividendos.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia de ontem com elevação de 2,51%, aos 46.626,26 pontos. Na mínima, registrou 45.494 pontos (+0,02%) e, na máxima, 46.719 pontos (+2,72%). No mês, acumula perda de 1,75% e, no ano, de 23,50%. O giro financeiro totalizou R$ 7,036 bilhões.
Estímulo
Bernanke sinalizou que a política de estímulos deve continuar por prazo prolongado e isso puxou a alta das bolsas europeias e norte-americanas. Com isso, o Dow Jones terminou em alta de 1,11%, aos 15.460,92 pontos, o S&P subiu 1,36%, aos 1.675,02 pontos, e o Nasdaq avançou 1,63%, aos 3.578,30 pontos.
Ganhos
Aqui, os ganhos foram generalizados e patrocinados pelo investidor estrangeiro. Um dos destaques mais visíveis foi de Petrobras ON. Os papéis dispararam 7,25% - a maior alta do Ibovespa -, em meio à perspectiva de pagamento de dividendos. Essa leitura decorreu do anúncio feito pela empresa de mudança em sua contabilidade, com a adoção de uma prática conhecida como hedge, que permite a redução de impactos por variações cambiais nos resultados. Petrobras PN subiu 3,88%.
Vale
Vale subiu mais de 4%, beneficiada pelo bom humor e pela alta do preço do minério de ferro no exterior. Vale ON, +4,66%, PNA, 4,16%. CSN ON avançou 7,07% e ocupou a segunda maior alta do Ibovespa, Gerdau PN, +3,20%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,80%.
Dólar
O dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em baixa de 0,53% ante o real, cotado a R$ 2,2580.
Cotações
Na cotação mínima de ontem, na abertura, o dólar atingiu R$ 2,2500 (-0,88%) e, na máxima, às 14h40, marcou R$ 2,2730 (+0,13%). Apesar de a moeda oscilar acima de R$ 2,27 em alguns momentos, o Banco Central manteve-se fora dos negócios. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,676 bilhão, sendo US$ 1,588 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2685, em baixa de 0,29%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (337.510 contratos) estava em 8,43%, de 8,46% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (172.720 contratos) marcava 8,79%, ante 8,80% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (239.925 contratos) indicava taxa de 9,59%, ante 9,52% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (174.325 contratos) apontava 10,86%, de 10,82% ontem. O DI para janeiro de 2021 (6.205 contratos) estava em 11,26%, igual ao ajuste anterior.
Europa
As bolsas da Europa fecharam em alta ontem, com a única exceção da de Lisboa, impulsionadas por comentários feitos pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que sugeriu que a política monetária nos EUA continuará acomodatícia no futuro próximo. O índice pan europeu Stoxx 600 ganhou 0,58%, fechando a 296,54 pontos.
Portugal
Em Portugal, o presidente Aníbal Cavaco Silva rejeitou pedidos para convocar eleições antecipadas e propôs um acordo de "salvação nacional" com os três principais partidos do país. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, elogiou a oferta feita pelo presidente, mas se recusou a confirmar notícias de que uma visita de inspetores da troica a Lisboa, prevista para a próxima semana, será adiada por causa do recente impasse político.
Indicadores
Na agenda de indicadores econômicos, a taxa de desemprego na Grécia atingiu um recorde de 26,9% em abril. A taxa de desemprego entre os jovens avançou para 57,5%. Na França, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em junho ante maio e avançou 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.


