MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de julho de 2013
(Com agências) 
Sobe
Superávit chinês
Descem
Bolsas europeias
Europa
As bolsas da Europa fecharam em leve queda ontem, pressionadas por novos temores com a Itália, o resultado inesperado na balança comercial da China e as expectativas com a fala do presidente do Federal Reserve, nesta tarde. Mesmo assim, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,09%, fechando a 294,84 pontos.
Rating
A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da Itália para BBB, de BBB+. A perspectiva do rating é negativa. Segundo a S&P, o rebaixamento "reflete nossa visão de uma piora maior da perspectiva econômica da Itália, culminando uma década de crescimento real de 0,04% negativo, em média".
Itália
Ontem, Beppe Grillo, o ex-comediante cujo Movimento Cinco Estrelas conquistou um quarto dos votos na eleição da Itália em fevereiro, disse que o país precisa reestruturar sua dívida pública de 2 trilhões de euros rapidamente se quiser evitar uma "catástrofe".
Fraude
Enquanto isso, o partido de centro-direita italiano Povo da Liberdade (PDL) pediu uma interrupção de três dias das atividades do Parlamento, após a decisão de um tribunal do país de emitir um veredicto final em 30 de julho em um caso de fraude fiscal envolvendo o ex-primeiro-ministro e líder do partido Silvio Berlusconi. Daniela Santanche, membro proeminente do PDL, disse que uma recusa ao pedido de interrupção das atividades parlamentares poderá levar a uma queda da coalizão governamental liderada por Enrico Letta. "Se nós recebermos um não para nosso pedido de moratória da atividade parlamentar, nós entenderemos que não há coalizão governamental", afirmou ela em uma entrevista transmitida pela Radio 24.
China
Na China, o superávit comercial cresceu para US$ 27,13 bilhões em junho, de US$ 20,43 bilhões em maio. A mediana das projeções de 20 economistas consultados pela Dow Jones era de superávit de US$ 27,75 bilhões. As exportações caíram 3,1% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As importações, por sua vez, recuaram 0,7%.
Divulgação
Os participantes do mercado também aguardam a divulgação da ata da última reunião do Fed e um discurso do presidente do banco central norte-americano, Ben Bernanke. "Considerando que os membros do Fed estão na defensiva desde a reunião de junho - e o próprio Bernanke ainda não deu sua opinião - não seria surpreendente que ele utilizasse uma retórica mais dovish", comenta Christopher Vecchio, da DailyFX.
Londres
Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, perdeu 0,12%, fechando a 6.504,96 pontos. As mineradoras lideraram as perdas, pressionadas pelos dados da China (Fresnillo -4,99%, Randgold -2,56%, Antofagasta -0,37% e Anglo American -1,09%).
Paris
Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,08% e fechou a 3.840,53 pontos. Renault teve retração de 0,54% e EADS perdeu 0,52%. Já a Veolia Enviroment ganhou 2,76%, depois de ter sua recomendação elevada por um analista. A EDF continuou a tendência de alta, com ganho de 2,09%, após o governo autorizar um aumento nos preços das tarifas de energia elétrica.
Frankfurt
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX sofreu um problema e ficou travado em 8.048,76 pontos, o que representa uma queda de 0,11% ante o fechamento de anteontem. Um representante da Deutsche Boerse não soube explicar a causa do problema e disse que a empresa está trabalhando para resolver a situação o mais rápido possível. Entre os destaques de queda estão Commerzbank, com desvalorização de 1,16%, e E.ON, que caiu 1,11%.
Milão
O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, caiu 0,72%, para 15.677,26 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve queda de 0,25%, a 7.995,00 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,14%, a 5.534,61 pontos.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, uma vez que o enfraquecimento do dólar durante a sessão estimulou a realização de lucros.O índice Nikkei caiu 0,4%, para 14.416,60 pontos, após alta de 2,6% na sessão anterior. O volume total foi moderado com 2,78 bilhões de ações trocando de mãos no valor de 2,29 trilhões de ienes.


