MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Dow Jones
Desce
Bovespa
Esvaziado
A agenda esvaziada e o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, hoje, em São Paulo, enxugaram a liquidez doméstica de ontem. Com isso, a Bovespa teve giro mais fraco, mas nem assim escapou das vendas pelos investidores estrangeiros. Petrobras virou para o vermelho à tarde e pressionou o índice para baixo, da mesma forma que Vale, que trabalhou a maior parte do dia em queda.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia de ontem em baixa de 0,30%, aos 45.075,50 pontos. Na mínima, registrou 44.839 pontos (-0,82%) e, na máxima, 45.740 pontos (+1,17%). No mês, acumula queda de 5,02% e, no ano, de 26,05%. O giro totalizou R$ 4,932 bilhões, o segundo menor do mês.
Sem vigor
Depois de um início indefinido, ora em alta, ora em baixa, o Ibovespa firmou-se no azul acompanhando a trilha positiva das bolsas internacionais. Mas o vigor não durou, por causa da ausência de investidor de longo prazo, e, no final, o índice acabou devolvendo a alta.
Liquidez
Segundo profissionais consultados, os investidores estrangeiros atuaram na ponta vendedora, se desfazendo dos ativos de forma generalizada. Além disso, "o feriado enxugou a liquidez e o cenário doméstico não justifica comprar para manter", disse um operador. Um outro especialista comentou que quem comprou pela manhã se desfez à tarde. "Não tem comprador final", destacou.
Petrobras
Petrobras ontem ajudou a empurrar o Ibovespa para baixo à tarde. O papel, que subia, virou para baixo e acabou fechando com perda de cerca de 1%. A ON caiu 0,95% e a PN, 1,12%.
Vale
Vale já teve uma trajetória mais longa em baixa e recuou 1,08% na ON e 1,40% na PNA. Os papéis foram pressionados pelo recuo das bolsas chinesas. Gerdau também fechou com perda, de 1,45%. Metalúrgica Gerdau PN, -1,83%. Usiminas PNA, -0,90%. CSN ON, +0,18%.
Dow Jones
As bolsas norte-americanas fecharam em alta, assim como as europeias. Nos EUA, o Dow Jones encerrou com elevação de 0,59%, aos 15.224,69 pontos, o S&P subiu 0,53%, aos 1.640,46 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,16%, aos 3.484,83 pontos. O único dado divulgado ontem foi o crédito ao consumidor, que veio acima das projeções, mas não fez preço nas ações.
Câmbio
A moeda americana chegou a oscilar no território positivo em alguns momentos da sessão, mas na maior parte do tempo registrou perdas ante o real, influenciada pelo viés de baixa do dólar vindo do exterior. O dólar à vista fechou em baixa de 0,18% no balcão, cotado a R$ 2,2580. Com isso, a moeda acumula ganho de 10,42% ante o real em 2013.
Alta
Na mínima da sessão, verificada às 9h25 de ontem, o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,2480 (-0,62%) e, na máxima, às 12h20, atingiu R$ 2,2650 (+0,13%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro bastante reduzido, de apenas US$ 1,160 bilhão, sendo US$ 1,025 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2685, em alta de 0,11%.
Banco Central
Pela manhã, o Banco Central divulgou o relatório Focus, com as previsões do mercado para uma série de indicadores. No caso do dólar, a previsão mediana do mercado para o fim do ano passou de R$ 2,15 para R$ 2,20. Para o fim de 2014, a expectativa foi de R$ 2,20 para R$ 2,22.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (apenas 3.280 contratos) estava em 8,43%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (36.570 contratos) marcava mínima de 8,78%, ante 8,82% na sexta-feira. O vencimento para janeiro de 2015 (101.030 contratos) indicava taxa de 9,58%, ante 9,67%. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (60.975 contratos) apontava 10,87%, de 11,04% na sexta-feira passada. O DI para janeiro de 2021 (3.585 contratos) estava em 11,33%, de 11,52% no ajuste anterior.





