Desceu
Ibovespa

Subiu
Dow Jones

Pressão
A Bovespa não foi capaz de dar sequência aos ganhos vistos na quinta-feira e voltou a registrar perdas, conduzidas por Petrobras e Vale. As blue chips foram pressionadas tanto pela contínua saída de investidores estrangeiros do mercado local, quanto por notícias corporativas desfavoráveis. Os setores financeiro e siderúrgico, que têm participação relevante no índice à vista, também foram penalizados. A Bolsa paulista só não caiu mais em razão da melhora em Wall Street na segunda metade dos negócios, que contribuiu para amenizar a pressão durante a tarde, e devido a acionamentos pontuais de compra para aproveitar as "pechinchas", o que levou o índice a retomar os 45 mil pontos no final.

No vermelho
No vermelho desde o início do pregão, o Ibovespa fechou a sessão de ontem em queda de 1,21%, aos 45.210,49 pontos, encerrando a semana com desvalorização de 4,73%. Na pontuação máxima do dia, logo na abertura, o índice recuou 0,01% (45.757 pontos). Já na mínima, atingiu os 44.107 pontos, em baixa de 3,62%. O volume financeiro totalizou R$ 7,760 bilhões (dado preliminar). No ano, a Bolsa acumula perda de mais de 25%.

Petrobras
As ações da Petrobras encerraram a sessão em queda de 6,11% as ON e de 5,08% as PN, entre os principais destaques de queda do Ibovespa. Além da saída de investidores por se tratar de um papel de alta liquidez, a queda da ação reflete preocupações com o caixa da companhia, após avaliações do Citi dizendo que a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de fixar o bônus mínimo para o Campo de Libra em R$ 15 bilhões pode pressionar o balanço da petrolífera.

Vale
No embalo da zeragem de posições, Vale ON e PNA fecharam o dia com perda de 2,61% e 1,93%, respectivamente. O índice IFNC, que reúne as companhias do setor financeiro, teve baixa de 1,41%, com destaque para as quedas de Bradesco (-3,44%), Itaú Unibanco (-1,83%) e Itaúsa (-1,27%).

Usiminas
O ranking de quedas do Ibovespa foi liderado por Usiminas PNA e ON, que recuaram 9,41% e 8,12%, respectivamente. Na sequência, aparecem as ações da Petrobras e Bradesco ON.

Contramão
Na contramão, MMX ON e OGX ON lideravam as altas, com ganho de 14,29% e de 8,51%, nesta ordem - lembrando que estes são papéis de baixíssimo valor (R$ 1,60 e R$ 0,51), ou seja, uma variação de centavos já é suficiente para representar uma alta forte. Gafisa ON subiu 5,66% e Eletropaulo PN avançou 4,48%.

EUA
Em Wall Street, os índices acionários ganharam força na segunda metade dos negócios e chegaram a aliviar um pouco os negócios no Brasil. O Dow Jones fechou em alta de 0,98%, o S&P 500 subiu 1,02% e o Nasdaq apresentou valorização de 1,04%.

Câmbio
Um leilão de swap cambial do BC e a expectativa com uma entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contiveram o ímpeto da moeda americana, que ainda assim encerrou o dia em alta de 0,09% no balcão, a R$ 2,2620. No ano, o dólar acumula avanço de 10,61% e, em julho, elevação de 1,39%.

Dólar
Na cotação mínima de ontem, logo na abertura, o dólar à vista atingiu R$ 2,2460 (-0,62%) e, na máxima, às 11h26, foi cotado a R$ 2,2700 (+0,44%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou 1,07%. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,349 bilhão, sendo US$ 1,260 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2735, em alta de 0,51%.

Leilão
No leilão, o Banco Central vendeu 38,9 mil contratos de swap cambial com dois vencimentos, considerando a oferta total de 40 mil contratos. Foram vendidos 19,6 mil contratos com vencimento em 01/11/2013 e outros 19,3 mil com prazo final em 02/12/2013.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (74.005 contratos) estava em 8,43%, de 8,44% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (320.970 contratos) marcava 8,82%, ante 8,87% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (412.235 contratos) indicava taxa de 9,67%, ante 9,75% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (231.680 contratos) apontava 11,04%, igual ao de ontem. O DI para janeiro de 2021 (9.850 contratos) estava em 11,52%, de 11,42% no ajuste anterior.

(Agência Estado)

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