MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Feriado
Sem a referência das bolsas norte-americanas ontem, em razão de um feriado nos EUA, a Bovespa acompanhou pela manhã as ações na Europa e, à tarde, ficou à deriva. O principal índice à vista diminuiu um pouco o fôlego na etapa vespertina, mas conseguiu fechar com ganhos firmes, puxados por Vale e empresas X.
À deriva
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,60%, aos 45.763,16 pontos. Na mínima, registrou 45.046 pontos (estabilidade) e, na máxima, 46.097 pontos (+2,34%). No mês, acumula perda de 3,57% e, no ano, de 24,92%. O giro financeiro totalizou R$ 4,588 bilhões.
Guia
Com o mercado norte-americano fechado nessa sessão, a Europa serviu de guia e não desapontou. As bolsas europeias subiram acima de 2%, depois que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, sinalizou que política monetária deve seguir acomodatícia no longo prazo e também que as taxas de juros do BCE devem ficar em níveis atuais ou menores por período prolongado.
Arrancada
Aqui, a arrancada do índice foi possível por causa do noticiário doméstico, especificamente o que se refere a Vale e OGX, duas empresas com grande participação na composição do Ibovespa.
Megaprojeto
Vale disparou mais de 3% após ter anunciado na última quarta-feira que obteve o aval que faltava dos órgãos ambientais para tirar do papel o megaprojeto de minério de ferro Serra Sul (S11D), em Carajás, no Pará. Vale ON subiu 3,80% e a PNA, 3,73%. As siderúrgicas também terminaram com valorização. Gerdau PN teve ganho de 0,22%, Metalúrgica Gerdau PN, de 0,72%, Usiminas PNA, de 1,81%, e CSN ON, de 2,16%. Petrobras ON, +0,97%, PN, +0,38%.
Destaque
As empresas do Grupo EBX foram destaque positivo na sessão, liderando as maiores altas do Ibovespa. OGX ON subiu 20,51% e ficou na primeira posição, seguida por MMX ON (+9,53%). LLX ON avançou 5%.
Eike
A notícia que impactou as ações foi a de que Eike Batista renunciou ao cargo de presidente e membro do conselho de administração da MPX Energia. Além disso, a empresa fará um aumento de capital social no valor de R$ 800 milhões. Para o mercado, a notícia criou a percepção de que foi dada a largada para uma reestruturação das empresas do Grupo X, culminando na saída de Eike Batista da frente da maioria das empresas. E foi isso o que deu fôlego aos papéis.
Dólar
Em uma sessão marcada pela liquidez reduzida, o Banco Central (BC) interveio nos negócios em dois momentos distintos, primeiro por meio de leilão de swap cambial e depois na reta final, ao anunciar novo leilão para hoje. Com isso, o dólar à vista negociado no balcão, que passou a tarde muito próximo da estabilidade, acabou fechando em baixa de 0,40% ante o real, cotado a R$ 2,2600.
Clearing
Pela manhã, às 10h32, o dólar chegou a ser cotado na mínima de R$ 2,2510 (-0,79%), na esteira do movimento visto no exterior. Às 12h46, após declarações do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a moeda atingiu a máxima de R$ 2,2730 (+0,18%). Perto das 16h50 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,047 bilhão, sendo US$ 1,011 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,27050, em baixa de 0,50%.
Swap
O Banco Central anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), com oferta de até 30 mil contratos. Na operação, o BC acabou vendendo 25.400 contratos, sendo que o volume financeiro ficou em US$ 1,264 bilhão. Com isso, o dólar voltou para o território negativo durante a tarde, mas manteve-se muito próximo da estabilidade.
Queda
Na reta final dos negócios no mercado à vista, porém, o BC voltou à carga, anunciando novo leilão de swap cambial, desta vez de até 40 mil contratos e para a manhã de hoje. O simples anúncio fez a moeda, que estava próxima dos R$ 2,27, recuar para R$ 2,2600 e fechar o dia neste nível.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (84.890 contratos) estava em 8,45%, de 8,42% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (120.890 contratos) marcava 8,87%, ante 8,85% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (190.620 contratos) indicava taxa máxima de 9,75%, ante 9,65% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (217.620 contratos) apontava máxima de 11,04%, ante 10,87% ontem. O DI para janeiro de 2021 (apenas 3.365 contratos) estava em 11,44%, também máxima, de 11,22% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





