Subiu
Dólar

Desceu
Petrobras

Aversão
A Bovespa ingressou no segundo semestre com o pé esquerdo. Depois de abrir julho com pequena baixa, na segunda-feira, o principal índice à vista da Bolsa despencou ontem, chegando a operar abaixo dos 45 mil pontos. A situação de OGX e, por tabela, das demais empresas X e os dados fracos da produção industrial brasileira e das vendas de veículos construíram um cenário de aversão aos ativos domésticos. Isso se agravou quando Wall Street também virou para o vermelho, no meio da tarde.

Giro
O Ibovespa terminou a sessão com perda de 4,24%, maior queda porcentual desde 22 de setembro de 2011, quando recuou 4,83%. Encerrou nos 45.228,95 pontos, menor nível desde 22 de abril de 2009 (44.888,20 pontos). Na mínima, registrou 44.819 pontos (-5,10%) e, na máxima, 47.222 pontos (-0,02%). Em apenas duas sessões do mês, já acumula baixa de 4,69% e, no ano, o tombo atinge 25,80%. O giro financeiro totalizou R$ 8,751 bilhões.

Deterioração
O quadro doméstico, segundo profissionais consultados, está muito debilitado, com inflação elevada, economia fraca, política fiscal deteriorada e, agora, maior risco de ingerência política na economia. Nesse cenário, a deterioração das empresas do grupo X e os números fracos da produção industrial e de vendas da Fenabrave levaram os investidores a se desfazerem de ações domésticas.

Indústria
Segundo o IBGE, a produção industrial recuou 2% em maio ante abril, mais do que a queda de 1,7% prevista no piso das projeções dos especialistas do mercado ouvidos pelo AE Projeções.

Fenabrave
A avaliação corrente é de que o governo não está conseguindo fazer a economia andar, como reforçaram ainda os números da Fenabrave: as vendas de autos e comerciais leves desabaram 11,08% em junho ante maio.

Estrangeiros
Ontem, foram esses estrangeiros os principais investidores a vender bolsa, o que acabou pressionando ainda o dólar.

Azul
A venda foi generalizada e apenas duas ações do Ibovespa fecharam no azul: B2W ON (+6,64%) e Dasa ON (+2,14%).

Quedas
OGX, mais uma vez, liderou as perdas do Ibovespa ao cair 19,64%, cotada a R$ 0,45. Ontem, diversas instituições revisaram para baixo o preço-alvo para a ação da empresa - a R$ 0,10 no pior relatório -, e a agência de classificação de risco da Standard & Poor's reduziu o rating da companhia de B - para CCC, com perspectiva negativa.

Baixa
MMX ON caiu 17,29%, na segunda maior baixa, seguida de LLX ON, 11,24%.

Perdas
Petrobras ON perdeu 3,94%, PN, 4,76%, Vale ON, 3,36%, e PNA, 4,33%.

Bolsas
No exterior, as bolsas norte-americanas operaram em alta a maior parte do dia, influenciadas pelo bom desempenho do setor automotivo norte-americano em junho e também pelo o relatório de encomendas à indústria dos EUA em maio.

EUA
À tarde, no entanto, os índices viraram e fecharam no vermelho. O Dow Jones caiu 0,28%, aos 14.932,41 pontos, o S&P recuou 0,05%, aos 1.614,08 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,03%, aos 3.433,40 pontos.

Câmbio
O dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,85% ante o real, cotado a R$ 2,2490. Este é o maior patamar desde o último dia 20 de junho. No ano, a moeda americana acumula alta de 9,98%. A moeda americana operou ontem em alta durante toda a sessão. Na cotação mínima, registrada na abertura, o dólar foi cotado a R$ 2,2360 (+0,27%) e, na máxima, verificada às 15h12, atingiu R$ 2,2540 (+1,08%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,005 bilhões, sendo US$ 1,553 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2630, em alta de 0,87%.

Balcão
Mesmo com o avanço do dólar, o Banco Central não atuou durante a sessão no balcão, embora alguns profissionais tenham lembrado que, em patamares próximos de R$ 2,25, a autoridade monetária agiu recentemente, por meio de leilões de swap cambial.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (81.325 contratos) estava em 8,43%, de 8,46% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (189.920 contratos) marcava 8,84%, ante 8,95% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (345.950 contratos) indicava taxa de 9,67%, ante 9,90% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (183.785 contratos) apontava 10,81%, ante 10,99% ontem. O DI para janeiro de 2021 (8.555 contratos) estava em 11,09%, de 11,29% no ajuste anterior.

(Agência Estado)

mockup