MERCADO FINANCEIRO
Desceu
OGX
Subiu
Vale
Ibovespa
Apesar dos ganhos das bolsas internacionais neste início de segundo semestre, a Bovespa sucumbiu ontem por causa do comportamento de OGX. Os papéis da petrolífera de Eike Batista desabaram quase 30% e pressionaram o índice para baixo, além de prejudicarem também o comportamento de Petrobras, Bradesco e Itaú. Vale e siderúrgicas, por outro lado, subiram firme e contrabalançaram o índice.
Giro
No final, o Ibovespa encerrou em queda de 0,48%, aos 47.229,59 pontos. Na mínima, registrou 46.676 pontos (-1,65%) e, na máxima, 47.674 pontos (+0,46%). No ano até ontem, o índice acumula baixa de 22,51%. O giro financeiro totalizou R$ 5,898 bilhões.
OGX
A petrolífera de Eike Batista roubou a cena após anunciar ter suspendido o desenvolvimento dos três poços de produção do Campo de Tubarão Azul ao concluir que não existe, no momento, tecnologia capaz de viabilizar economicamente qualquer investimento adicional que eleve o perfil de produção na região.
Baixa
Com o noticiário, OGX caiu 29,11%, a maior baixa do Ibovespa, cotadas a R$ 0,56, piso histórico. O comportamento dos papéis arrastou outras ações de empresas do grupo X: LLX ON ficou na vice-liderança, com -10,10%, seguida por MMX ON, -9,52%.
Fracasso
Petrobras ON recuou 0,61% e a PN caiu 0,12%. Os investidores colocam na conta a dúvida sobre o possível fracasso da empresa também em sua exploração, fazendo uma analogia ao que ocorreu com a OGX. Bradesco PN, depois de operar em baixa quase o dia todo, fechou estável, enquanto Itaú Unibanco PN recuou 0,90%. No caso dessas ações, o efeito OGX se deu pelo fato de os bancos serem credores da empresa.
Siderúrgicas
Gerdau PN subiu 5,08%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,06%, Usiminas PNA, 0,27%, Usiminas ON, 1,70%, CSN ON, 1,34%. Vale ON subiu 1,34% e PNA, 0,85%.
Exterior
No exterior, as bolsas subiram influenciadas por dados positivos da Europa e Estados Unidos. O Dow Jones fechou em alta de 0,44%, aos 14.974,96 pontos, o S&P subiu 0,54%, aos 1.614,96 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,92%, aos 3.434,49 pontos.
Câmbio
A moeda americana negociada no mercado de balcão fechou em leve queda de 0,04%, a R$ 2,230. O dólar chegou a registrar ganhos ante o real em alguns momentos da manhã, mas o viés de baixa permaneceu na maior parte do dia. Na cotação máxima de ontem, às 10h39, a moeda atingiu R$ 2,2370 (+0,27%) e, na mínima, às 14h42, marcou R$ 2,2180 (-0,58%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -0,85%.
Clearing
Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,478 bilhão, sendo US$ 1,017 bilhão em D+2 - bem abaixo dos US$ 3,498 bilhões e US$ 2,923 bilhões verificados na sexta-feira. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2445, em queda de 0,24%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (47.625 contratos) estava em 8,46%, de 8,45% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (175.855 contratos) marcava 8,95%, ante 8,93% na sexta-feira. O vencimento para janeiro de 2015 (208.155 contratos) indicava taxa de 9,90%, ante 9,87%. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (91.900 contratos) apontava 10,99%, ante 11,02% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 (5.375 contratos) estava em 11,29%, igual ao ajuste anterior.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta ontem, ampliando a série de avanços para três sessões seguidas. O índice Nikkei foi ajudado por um dólar mais forte e pelo resultado da pesquisa tankan e subiu 1,3%, para 13.852,50 pontos, após uma alta de 3,5% na sexta-feira. Ao longo das últimas três sessões, o índice adicionou mais de 1.000 pontos (7,9%), à medida em que continua a se recuperar de uma correção de três semanas, que começou no final de maio.
Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam em direções divergentes ontem, após a divulgação de indicadores sobre o setor industrial da China. Mais cedo, a Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês) informou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial do país caiu para 50,1 em junho, em linha com as expectativas do mercado. Em maio, a leitura havia sido de 50,8%.
(Agência Estado)





