MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Ibovespa
Subiu
Dólar
Queda
A Bovespa fechou em queda ontem, após três pregões de alta. O saldo para o mercado de ações no Brasil é de perdas. Em junho, a Bolsa caiu 11,31% e, no ano, registra perdas acumuladas de 22,14%.
Nervosismo
O movimento de baixa verificado desde o início dos negócios se acentuou ainda pela manhã, após declarações de um diretor do Federal Reserve deixarem os investidores nervosos em Wall Street. O diretor do Fed Jeremy Stein citou setembro como um mês no qual o Banco Central dos Estados Unidos poderia começar a comprar menos do que os atuais US$ 85 bilhões por mês em bônus.
Consumidor
O mal estar foi minimizado pelo dado de junho da confiança do consumidor americano da Universidade de Michigan, que veio melhor do que o esperado. O índice subiu para 84,1 na leitura final de junho, de 82,7 na leitura preliminar de junho, e acima das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de leitura de 83,0.
Ibovespa
Mesmo assim, o Ibovespa encerrou em queda 0,32%, aos 47.457,13 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,97 bilhões.
Eike
Entre as maiores quedas ficaram as ações das empresas de Eike Batista: MMX ON (-10,91%); LLX Logística ON (-8,83%); OGX ON (-5,95%); além de B2W ON (-7,75%); Usiminas PNA (-6,16%).
Altas
Na lista das maiores altas ficaram Fibria ON (+4,34%); JBS ON (+4,52%); Sabesp ON (+3,63%).
Câmbio
Em um dia marcado pela forte pressão de alta sobre o dólar, o Banco Central atuou duas vezes no mercado futuro, por meio de leilões de swap cambial. Ainda assim, a moeda americana terminou o dia com elevação de 1,64% no balcão, cotado a R$ 2,2310, novamente na faixa de R$ 2,23.
Dólar
Na cotação mínima do dia, verificada às 12h11, já após os leilões do BC, a moeda atingiu R$ 2,2010 (+0,27%). Na máxima, às 15h23, com a Ptax do fim de junho definida, o dólar marcou R$ 2,2320 (+1,69%). A moeda operou em alta durante toda a sessão. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 3,498 bilhões, sendo US$ 2,923 bilhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2455, em alta de 0,70%. Já o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,21150(+1,51%), sendo que apenas cinco negócios foram registrados.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (39.565 contratos) estava em 8,45%, de 8,43% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (94.785 contratos) marcava 8,93%, ante 8,87% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (112.725 contratos) indicava taxa de 9,87%, ante 9,77% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (140.560 contratos) apontava máxima de 11,02%, ante 10,77% ontem. O DI para janeiro de 2021 (6.705 contratos) estava em 11,29%, de 11,03% do ajuste anterior.
Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam em alta ontem, uma vez que os investidores se mostraram menos preocupados com as políticas dos bancos centrais depois de comentários de autoridades do Federal Reserve na quinta-feira e uma amenização recente da crise de escassez de liquidez na China.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em forte alta ontem, atingindo o nível mais alto em um mês, com um dólar mais forte e a chegada do fim de trimestre. O índice Nikkei registrou a segunda forte alta seguida, avançando 463,77 pontos, ou 3,5%, para 13.677,32 pontos nesta sexta-feira, depois do subir 3,0% na sessão anterior. O índice fechou no nível mais alto desde 31 de maio.
Londres
As bolsas da Europa fecharam em queda ontem, após indicadores mistos no continente e também nos EUA. Comentários de dirigentes do Federal Reserve também influenciaram o humor dos investidores. Além disso, ajustes de carteira com o fim do mês e do trimestre pesaram sobre os principais índices acionários. O indicador pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,49%, fechando a 285,02 pontos. Na semana a alta foi de 1,65%, em junho a retração chega a 5,27% e no segundo trimestre houve queda de 2,98%.
(Agência Estado)





