MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Gerdau
Desceu
OGX ON
Bovespa
Nesta reta de final de mês, trimestre e semestre, a Bovespa, ajudada pelo exterior, engatou seu terceiro pregão consecutivo de ganhos, saindo dos 45 mil para os 47 mil pontos no período. A alta da sessão de ontem foi puxada principalmente por Gerdau, bancos e construtoras, enquanto as empresas X caíram.
Giro
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,93%, aos 47.609,46 pontos. Na mínima, registrou 47.135 pontos (-0,08%) e, na máxima, 48.053 pontos (+1,87%). No mês, acumula perda de 11,02% e, no ano, de 21,89%. O giro financeiro totalizou R$ 6,571 bilhões.
Consumo
A alta doméstica foi incentivada pelo clima de busca pelo risco decorrente dos dados positivos divulgados nos EUA. Os gastos pessoais com consumo, por exemplo, subiram 0,3% na comparação com abril, em linha com as previsões, enquanto a renda pessoal avançou 0,5%, acima da previsão de +0,2%. Saíram ainda os números de pedidos de auxílio-desemprego, que caíram para 346 mil na semana encerrada em 22 de junho, ligeiramente acima dos 345 mil previstos. As vendas pendentes de moradias subiram para o nível mais alto desde dezembro de 2006, com +6,7% em maio ante abril e +11,1% ante maio de 2012.
Fed
Também agradaram comentários do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, de que os mercados estão errados em pensar que um aperto na política monetária está mais perto, e os do dirigente do banco central Jerome Powell, de que "os ajustes do mercado foram maiores do que seria justificado em qualquer avaliação razoável do caminho da política monetária".
EUA
O Dow Jones fechou em alta de 0,77%, aos 15.024,49 pontos, o S&P avançou 0,62%, aos 1.613,20 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,76%, 3.401,86 pontos.
Gerdau
No Brasil, Metalúrgica Gerdau PN avançou 6,09% e liderou as altas do índice, enquanto Gerdau PN ficou na segunda posição, com +5,74%. Os ganhos foram impulsionados por relatório do Goldman Sachs elevando a recomendação para as ações da empresa para compra.
Construtoras
As construtoras também tiveram recuperação ontem: Brookfield ON, +5,30%, Rossi ON, +1,67%, MRV ON, +1,76%, Gafisa ON, +2,74%. No setor financeiro, Bradesco PN, 1,03%, Itaú Unibanco PN, 2,01%, BB ON, 1,03%. Santander Unit virou nos ajustes e caiu 0,60%.
Empresas X
Por outro lado, as empresas X recuaram: LLX ON perdeu 13,60% e liderou as baixas do índice, seguida por OGX ON, 9,68%, MMX ON, -1,20%, CCX ON, -4,55% e OSX ON, -10,13%.
Petrobras
Petrobras ON avançou 0,61% e PN, 1,42%. Vale, que vinha exibindo uma alta consistente, foi perdendo fôlego na reta final, sobretudo perto do fechamento em Wall Street, quando a PNA virou para baixo e terminou em -0,19%. A ON ficou estável.
Câmbio
O dólar oscilou ontem em baixa ante o real na maior parte da sessão, mas passou a subir na reta final do dia, influenciado pelo exterior e pelos negócios que antecedem a formação da Ptax de fim de mês, amanhã. A moeda americana chegou a ficar abaixo dos R$ 2,18, mas encontrou resistência neste nível. No final, o dólar registrou alta de 0,23% ante o real no balcão, cotado a R$ 2,1950, na máxima do dia.
Dólar
Na mínima, verificada às 9h12, a moeda atingiu R$ 2,1750 (-0,68%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou +0,92%. Com o movimento de ontem, a moeda americana no balcão acumula em junho elevação de 2,24% e, em 2013, alta de 7,33%. Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,230 bilhões, sendo US$ 2,110 bilhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,195, em alta de 0,32%. Já o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,1785 (-0,43%), sendo que apenas dois negócios foram registrados.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (130.545 contratos) estava em 8,43%, de 8,45% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (187.685 contratos) marcava 8,87%, ante 8,93% ontem. O vencimento para janeiro de 2015 (197. contratos) indicava taxa de 9,77%, ante 9,90% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (83.415 contratos) apontava 10,77%, ante 10,88% ontem. O DI para janeiro de 2021 (2.865 contratos) estava em 11,03%, de 11,11% do ajuste anterior.
(Agência Estado)





