MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Usiminas
Desceu
Petrobras
Dia de ganhos
A mesma China que derrubou os mercados acionários na véspera garantiu ontem, um dia de ganhos, ajudada por indicadores favoráveis nos Estados Unidos. A Bovespa trabalhou em alta ininterrupta e conseguiu encostar nos 47 mil pontos, ajudada por ganhos firmes de Vale, siderúrgicas e OGX.
Ibovespa
O Ibovespa terminou ontem em alta de 2,02%, aos 46.893,04 pontos. Na mínima, registrou 45.967 pontos (estável) e, na máxima, 47.119 pontos (+2,51%). No mês, a bolsa tem perda de 12,36% e, no ano, de 23,07%. O giro financeiro totalizou R$ 6,872 bilhões.
China
O Banco Central da China (PboC) acalmou os ânimos dos investidores ao dizer que recentemente apoiou algumas instituições financeiras com recursos para aliviar o aperto de liquidez no sistema bancário chinês. Além disso, afirmou que vai dar mais suporte às instituições mais fortes caso enfrentem uma escassez de fundos no futuro. Na segunda-feira, 24, os temores de que houvesse problemas de liquidez no gigante asiático alimentaram a aversão ao risco.
Tranquilidade
A notícia deu tranquilidade aos investidores, que também levaram em conta os dados positivos sobre a economia norte-americana. Entre eles, as encomendas de bens duráveis, que subiram 3,6% em maio, acima da previsão de aumento de 3,2%. Também superaram a previsão a confiança do consumidor medida pelo Conference Board (avanço para 81,4 em junho, ante estimativa de 75,5;) e as vendas de moradias usadas (+2,1% em maio, para o nível mais alto desde julho de 2008).
EUA
Em Wall Street, o Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,69%, aos 14.760,31 pontos, o S&P subiu 0,95%, aos 1.588,03 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,82%, aos 3.347,89 pontos.
Petrobras
Aqui, Petrobras conteve o avanço do índice em parte do dia, pressionada para baixo pela mudança de preço-alvo de seus ADRs pelo JPMorgan. A instituição diminuiu sua projeção de US$ 22,00 para US$ 20,00. No final, Petrobras ON caiu 0,34% e a PN subiu 0,57%.
Siderúrgicas
Vale teve desempenho mais forte, assim como as siderúrgicas. A ação ON subiu 1,77% e a PNA, 2,27%. Usiminas PNA disparou 10,46% e foi a terceira maior alta do Ibovespa, seguida por Usiminas ON, com +8,76%. Gerdau PN, +2,11%, Metalúrgica Gerdau PN, +1,27%, CSN ON, +2,10%.
Altas
MMX ON saltou 17,86% e liderou as altas da Bolsa, sustentada pelas informações sobre interesse de estrangeiros na empresa. Segundo notícias veiculadas na imprensa, pelo menos três grupos estariam interessados na empresa.
Câmbio
Pela terceira sessão consecutiva, o dólar fechou em baixa ante o real, em um movimento influenciado pelo exterior. Os indicadores positivos divulgados nos EUA e as declarações de autoridade do banco central chinês trouxeram alívio aos investidores, o que favoreceu as bolsas de ações e as moedas de países com elevada correlação com commodities, como o Brasil. Um leilão de swap cambial (equivalente à venda da moeda americana no mercado futuro), promovido mais cedo pelo Banco Central brasileiro, completou o cenário. Com isso, o dólar recuou 0,63% ante o real no balcão, para R$ 2,2100, na menor cotação do dia. Este é o menor patamar de fechamento da moeda desde o último dia 18.
Mercado futuro
Na máxima do dia, verificada às 11h30, atingiu R$ 2,2250 (+0,04%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,019 bilhões, sendo US$ 1,819 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2120, em baixa de 0,81%.
Swap cambial
No Brasil, o Banco Central também vendeu em leilão 65.500 contratos de swap cambial para dois vencimentos, de uma oferta total de até 66.600 contratos. O volume financeiro da operação somou US$ 3,257 bilhões, equivalente a 98,7% da oferta integral de cerca de US$ 3,3 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (84.600 contratos) estava em 8,46%, de 8,48% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (136.820 contratos) marcava 8,94%, ante 9,00% na segunda-feira. O vencimento para janeiro de 2015 (202.490 contratos) indicava taxa de 9,91%, ante 10,06% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (170.140 contratos) apontava 10,85%, ante 11,06% ontem. O DI para janeiro de 2021 (6.370 contratos) estava em 11,12%, de 11,32% do ajuste anterior.
(Agência Estado)





