MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa abriu a última semana do mês e do semestre com mais uma perda e oscilou em boa parte do dia abaixo dos 46 mil pontos, pressionada principalmente por Vale, Petrobras, OGX e siderúrgicas. As notícias da China se juntaram aos temores recentes sobre a retirada de estímulos pelo Fed e os mercados globais tiveram um dia de aversão à risco, o que fez a Bovespa encerrar nos 45 mil pontos.
Giro financeiro
O Ibovespa fecha em baixa de 2,32%, aos 45.965,05 pontos, menor nível desde os 45.821,44 pontos de 28 de abril de 2009. Na mínima do dia, registrada na hora do almoço, o índice registrou 45.406 pontos (-3,51%) e, na máxima, 47.039 pontos (-0,04%). No mês, acumula perda de 14,09% e, no ano, de 24,59%. O giro financeiro totalizou R$ 9,068 bilhões.
Recompra
Um profissional da mesa de renda variável comentou no começo da tarde que, depois de ter tocado a mínima e recuado aos 45 mil pontos, houve um movimento de recompra com o objetivo de restaurar os 46 mil pontos e também corrigir um pouco do exagero do início dos negócios. Mas ele não durou muito tempo.
China
O recuo de ontem teve origem na China, por causa das preocupações dos agentes sobre a escassez de liquidez no seu mercado interbancário.
Gatilhos
Nos EUA, os índices acionários chegaram a reduzir suas perdas no meio da tarde, após declarações do presidente do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, de que o banco central dos EUA deveria adotar um sistema de "gatilhos" para definir a política das compras de bônus. Para ele, as compras devem continuar pelo menos até a taxa de desemprego cair para 7%.
EUA
O Dow Jones terminou em queda de 0,94%, aos 14.659,56 pontos, o S&P recuou 1,21%, aos 1.573,09 pontos, e o Nasdaq terminou com desvalorização de 1,09%, aos 3.320,76 pontos.
Castigo
Aqui, as ações da Vale foram as mais castigadas. A ON despencou 5,12% e a PNA, 5,48%, voltando a ser negociada em níveis de 2009. As siderúrgicas também tiveram comportamento semelhante e Usiminas PNA liderou a queda do Ibovespa ontem, com -7,90%. A ON da empresa caiu 5,56%, Gerdau PN recuou 5,34% e Metalúrgica Gerdau PN, 5%. CSN ON, -3,73%.
Petrobras
Petrobras, que superava 4% de perdas no final da manhã, chegou a cair a metade disso, ao redor de 2%, mas fechou com baixa de 3,53% na ON e de 3,34% na PN.
Câmbio
Após oscilar em alta durante toda a manhã, o dólar à vista negociado no mercado de balcão passou a cair ante o real à tarde, em sintonia com o exterior. O alívio visto nas bolsas de valores também fez a moeda americana perder força ante outras divisas com elevada correlação com commodities, como o real brasileiro. Na reta final dos negócios, o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para hoje, às 10h30, o que fez o dólar encerrar o dia em baixa de 0,89% no balcão, cotado a R$ 2,2240, na mínima do dia e no segundo recuo consecutivo ante o real depois de cinco sessões de ganhos. Em junho, a moeda americana acumula alta de 3,59% e, no ano, elevação de 8,75%.
Dólar
Na cotação máxima de ontem, vista na abertura, o dólar marcou R$ 2,2650 (+0,94%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,81%. Às 16h41 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,045 bilhões, sendo US$ 1,968 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2280, em baixa de 0,80%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (72.610 contratos) estava em 8,48%, de 8,57% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (144.565 contratos) marcava mínima de 9,00%, ante 9,16% na sexta-feira. O vencimento para janeiro de 2015 (263.500 contratos) indicava taxa de 10,06%, ante 10,50%. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (137.475 contratos) apontava mínima de 11,06%, ante 11,56% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 (8.665 contratos) estava em 11,32%, de 11,75% do ajuste anterior.
Ásia
Os mercados asiáticos de ações fecharam em forte queda ontem, com destaque para o índice Xangai Composto que perdeu 5,3%, a maior queda porcentual desde agosto de 2009.
Filipinas
Nas Filipinas, índice PSEi caiu 3,4%, para 5.971,05 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi perdeu 1,3% e fechou aos 1.799,01 pontos. O índice Taiwan Weighted encerrou o pregão em queda de 0,5%, aos 7.758,03 pontos.
Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda ontem, com realização de lucros. Os papéis listados na capital japonesa avançaram durante parte da sessão, influenciados por um dólar mais forte e resultados eleitorais favoráveis ao mercado no domingo, no entanto a alta logo cedeu lugar à realização de lucros, levando o índice a encerrar em baixa. O índice Nikkei perdeu 167,35 pontos, ou 1,3%, para 13.062,78 pontos, depois de uma alta de 1,6% na sexta-feira.
(Agência Estado)





