MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dow Jones
Azul
Depois de um início muito difícil, na qual uma movimentação intensa e concentrada carregou o Ibovespa para mais de 4% de queda em menos de uma hora de negociação, a Bolsa doméstica conseguiu se recuperar e fechar no azul. Compras de ocasião, principalmente por investidores estrangeiros, içaram o índice de volta aos 48 mil pontos, num pregão marcado por alto volume de negócios.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com valorização de 0,67%, aos 48.214,43 pontos, na máxima do dia. Na mínima, registrou 45.930 pontos (-4,10%). No mês, acumula queda de 9,89% e, no ano, de 20,90%. O giro financeiro totalizou R$ 12,180 bilhões, o maior do mês excluindo pregões excepcionais (como os que ocorrem exercício).
Risco
Logo na abertura, a aversão a risco global contaminou o Ibovespa, que foi renovando sucessivamente as mínimas até cair abaixo dos 46 mil pontos. A queda foi agravada por dados fracos sobre a economia chinesa e mistos dos EUA.
Compras
Mas, como a bolsa está barata em dólar ao investidor estrangeiro, quando o índice bateu nos 45 mil pontos, eles foram às compras. Mas conseguiram apenas após o fechamento em Wall Street conduzir o Ibovespa para o azul.
Pressão
No exterior, além do Fed, que na quarta-feira colocou prazo para sua oferta de dinheiro barato e abundante, o fraco índice chinês de atividade industrial dos gerente de compras medido pelo HSBC, que caiu de 49,2 em maio para 48,3 em junho, segundo leitura preliminar, pressionou os negócios. Trata-se do nível mais baixo em nove meses.
Auxílio-desemprego
Nos EUA, um indicador ruim também foram o PMI (caiu a 52,2 em junho, de 52,3 em maio), junto com o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego (subiu 18 mil, para 354 mil, ante previsão de 340 mil solicitações).
EUA
O Dow Jones fechou em baixa de 2,34%, aos 14.758,32 pontos, o S&P recuou 2,50%, aos 1.588,19 pontos, e o Nasdaq fechou com perda de 2,28%, aos 3.364,63 pontos.
Petrobras
Petrobras ON ficou estável, PN, caiu 1,05%, Vale ON subiu 0,78% e a PNA avançou 0,49%.
Câmbio
A moeda americana terminou o dia com forte alta ante o real, de 2,45% no mercado à vista, cotada a R$ 2,2590. Este é o maior patamar de fechamento desde 1º de abril de 2009, quando a moeda foi cotada a R$ 2,2810.
Dólar
O dólar operou em alta durante todo o dia. Na mínima da sessão, às 9h24, a moeda foi negociada a R$ 2,2220 (+0,77%) e, na máxima, às 11h33, atingiu 2,2760 (+3,22%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,966 bilhões, sendo US$ 2,901 bilhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,2595, em alta de 1,16%.
Swap
Neste cenário de alta do dólar, o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para as 9h30 e, posteriormente, dois leilões de linha (venda de moeda com compromisso de recompra) para as 12h20 e as 12h35. No caso do swap, o resultado financeiro foi de US$ 2,986 bilhões e, nas duas operações de linha, de US$ 3 bilhões.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (182.175 contratos) estava em 8,54%, de 8,46% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (384.795 contratos) marcava 9,10%, ante 9,00% ontem e de 9,13% na máxima. Os juros embutem chance majoritária de a Selic subir 0,75 ponto porcentual no encontro de julho do Copom, com a Selic terminando o ano em, pelo menos, 10,25%.
Janeiro
O vencimento para janeiro de 2015 (388.965 contratos) indicava taxa de 10,46%, ante 10,41% na véspera e 10,80% na máxima. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (200.135 contratos) apontava 11,63%, ante 11,50% anteontem e 12,11% na máxima. O DI para janeiro de 2021 (18.640 contratos) estava em 11,93%, de 11,63% do ajuste anterior e 12,12% na máxima.
(Agência Estado)





