Subiu
Dólar

Desceu
Petrobras

Inversão
O comportamento das ações da OGX ontem foi determinante para o desempenho da Bovespa. Pela manhã, a ação da petrolífera de Eike Batista tinha mais um dia de fortes perdas, mas esse quadro se inverteu e, ao subir, à tarde, acabou carregando consigo o índice. A alta de Vale e siderúrgicas foi estímulo adicional para o mercado se firmar no azul, embora o índice não tenha ainda conseguido retomar os 50 mil pontos, recém-perdidos.

Giro financeiro
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,77%, aos 49.464,94 pontos. Na mínima, registrou 48.414 pontos (-1,37%) e, na máxima, 49.550 pontos (+0,94%). No mês, acumula perda de 7,55% e, no ano, de 18,85%. O giro financeiro totalizou R$ 6,716 bilhões.

OGX
Depois de cair 7,31% na mínima do dia, os papéis da OGX foram melhorando e fecharam na máxima, com alta de 12,20%.

Confiança
Segundo Rodolfo Amstalden, analista da Empiricus Research/Investmania, o preço em centavos da OGX acaba ampliando a volatilidade do papel e, por tabela, do Ibovespa. Além disso, o grupo seque incapaz de reconquistar a confiança do investidor, o que penaliza as ações repetidamente.

Recuperação
A recuperação no Grupo EBX também agraciou outras empresas do Grupo. MMX ON subiu 8,80%, na segunda maior alta do Ibovespa, seguida por LLX ON, com 6,42%.

Siderúrgicas
Vale também deu suporte à recuperação do Ibovespa. Os papéis subiram ajudados pela alta do dólar e da divulgação do novo código do setor de mineração. A ação ON avançou 2,07% e a PNA, 2,46%. O código de mineração também acabou sendo positivo para as siderúrgicas: Gerdau PN terminou em +0,62%, Metalúrgica Gerdau PN, em +0,49%, Usiminas PNA, +2,20%, e CSN ON, +2,81%.

Petrobras
Petrobras, por outro lado, fechou em baixa, também pressionada pelo câmbio. A ON caiu 1,50% e a PN, 1,44%.

Câmbio
As duas atuações do Banco Central (BC) no período da manhã, por meio de leilões de swap cambial, não foram suficientes para segurar a moeda americana no Brasil. Os efeitos foram momentâneos e o dólar voltou a fechar ontem em alta ante o real no mercado de balcão. O avanço da moeda dos EUA no exterior, as preocupações com a economia brasileira e a busca por hedge (proteção) no mercado futuro motivaram o movimento, com o dólar à vista encerrando o dia em alta de 0,23%, cotado a R$ 2,1780. Este é o maior patamar de fechamento desde 30 de abril de 2009.

Dólar
Na cotação máxima da sessão, vista às 9h24, o dólar atingiu R$ 2,1850 (+0,60%) e, na mínima, às 10h12, marcou R$ 2,1610 (-0,51%). Esta cotação mínima foi verificada após os dois leilões, em sequência, feitos pelo Banco Central (BC). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,800 bilhão, sendo US$ 1,550 bilhão em D+2. O dólar pronto da BM&F teve leve baixa de 0,06%, para R$ 2,170, com apenas três negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1845, em alta de 0,41%.

Leilões
Ontem, o BC fez dois leilões. A injeção total de liquidez no mercado futuro somou cerca de US$ 4,5 bilhões. No primeiro leilão, o BC ofertou e vendeu o lote integral de 60 mil contratos de swap cambial atrelado à Selic (cerca de US$ 3 bilhões), com vencimentos em 1º de agosto e 2 de setembro de 2013. Na segunda atuação, a autoridade monetária ofereceu um total de 40 mil contratos de swap (cerca de US$ 2 bilhões) com vencimentos em 2/9/2013 e 1º de outubro de 2013, mas vendeu 30 mil (cerca de US$ 1,5 bilhão).

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (269.735 contratos) estava em 8,46%, de 8,43% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (407.080 contratos) marcava 8,97%, ante 8,88% ontem, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (420.335 contratos) indicava taxa de 10,19%, ante 9,82% na véspera e máxima intraday de 10,26%. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (255.865 contratos) apontava 11,05%, ante 10,69% ontem e após bater na máxima de 11,20%. O DI para janeiro de 2021 (21.230 contratos) estava na máxima de 11,27%, de 11,07% do ajuste anterior e máxima de 11,40%.

(Agência Estado)

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