MERCADO FINANCEIRO
Desceu
PETROBRAS
Subiu
DÓLAR
Bovespa
A Bovespa bem que tentou dar continuidade à alta vista na quinta-feira, mas diversos fatores contribuíram para a fuga de capital do mercado acionário doméstico na segunda metade do pregão de ontem. Com as bolsas norte-americanas no vermelho e a proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, o principal índice da Bolsa voltou ao patamar dos 49 mil pontos, conduzido por Petrobras, Vale e OGX, que tiveram forte queda. Essas três companhias correspondem aos cinco papéis de maior peso no Ibovespa.
Semana
Em queda desde o fim da manhã, o índice à vista encerrou em baixa de 2,15%, aos 49.332,34 pontos, encerrando a semana com perda de 4,43%. Na máxima do dia, após a abertura, foi aos 50.656 pontos (+0,48%), enquanto, na mínima, já nos ajustes, recuou 2,15%, aos 49.330 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,244 bilhões. No mês de junho, a Bovespa tem desvalorização de 7,80% e, no ano, acumula queda de 19,06%.
Análise
"A Bolsa pode se recuperar, como aconteceu na quinta-feira, mas a tendência continua sendo de queda. Hoje (ontem), com o exterior fraco e o vencimento na segunda-feira, além das notícias negativas envolvendo a Petrobras, o Ibovespa não teve fôlego", destaca o operador de renda variável da H.Commcor Rafael Castro. A pressão de queda foi generalizada. Das 71 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas dez fecharam no azul. "Sexta-feira é fechamento de semana e muito investidor aproveitou para encerrar posição. Eles preferem aguardar o exercício (do vencimento de opções sobre ações, marcado para a próxima segunda-feira) para voltar a comprar", explica.
Petrobras
No caso da Petrobras, as ações ON e PN recuaram 4,73% e 3,94%, respectivamente, prejudicadas pelo noticiário corporativo, após decisão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), vinculada ao Ministério da Fazenda, de impedir que a estatal faça operações de exportação e de importação. A procuradoria revogou a Certidão Negativa de Débitos da estatal, em meio a uma disputa judicial com a Receita Federal.
Resposta
Em resposta, a Petrobras esclareceu que está tomando medidas para, "num breve espaço de tempo", restabelecer a Certidão Negativa de Débito e assegurou que não há risco de interrupção operacional e desabastecimento de petróleo e derivados no País.
Pós-Fitch
Ainda entre as blue chips, OGX ON teve o pior desempenho do Ibovespa, com tombo de 7,62%, após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar o rating da companhia do grupo EBX, de Eike Batista, para CCC, com perspectiva negativa. Na esteira, Vale ON fechou em queda de 2,62% e Vale PNA perdeu 1,29%.
Sobe e desce
Entre os destaques de queda do Ibovespa, depois de OGX ON, ficaram Gafisa (-7,26%), MMX ON (-7,01%), JBS ON (-5,80%) e LLX ON (-5,56%).
Já as principais altas foram Eletropaulo PN (+9,27%), Ambev PN (+2,17%), Br Properties ON (+1,94%), CSN ON (+1,10%) e Ultrapar ON (+0,79%).
Nova York
Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho, em reação à divulgação de dados econômicos norte-americanos aquém do esperado. Dow Jones encerrou em queda de 0,70%, o S&P 500 recuou 0,59% e o Nasdaq registrou baixa de 0,63%.
Câmbio
O dólar à vista subiu 0,09% no balcão e fechou cotado a R$ 2,1440. Durante a manhã, a moeda oscilou no território negativo, passando a se firmar em leve alta no meio da tarde. Na mínima da sessão, logo na abertura, o dólar marcou R$ 2,1210 (-0,98%) e, na máxima, às 15h40, atingiu R$ 2,1490 (+0,33%). Da mínima para a máxima, a moeda oscilou 1,32%. Perto das 16h20 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro bastante reduzido, de US$ 1,169 bilhão, sendo US$ 1,032 bilhão em D+2. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,13%, para R$ 2,1427, com apenas 15 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1520, em alta de 1,20%.
Pela manhã, o dólar à vista abriu em queda, em um movimento de ajuste em relação à sessão de quinta-feira, quando a moeda fechou cotada a R$ 2,1420, em baixa de 0,46% - bem menos que o recuo de 1,69% (a R$ 2,1265) do dólar para julho.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em outubro de 2013 (apenas 4,760 contratos) estava na máxima de 8,33%, de 8,30% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (132.525 contratos) marcava 8,75%, também na máxima, ante 8,72% desta quinta-feira, 13, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (294.845 contratos) indicava taxa máxima de 9,57%, ante 9,50% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (248.840 contratos) apontava 10,46%, na máxima, ante 10,40% nesta quinta, enquanto o DI para janeiro de 2021 (22.820 contratos) estava em 10,88%, de 11,85% do ajuste anterior.
Agência Estado





