Sobe
Bovespa

Cai
dólar

Bovespa
A Bovespa conseguiu finalmente ontem interromper uma sequência de quatro pregões consecutivos de baixa, no qual acumulou perda de 7%. Na esteira dos ganhos firmes das bolsas norte-americanas, o Ibovespa retomou os 50 mil pontos puxada por altas superiores a 4% de Petrobras, Vale e Siderúrgicas. OGX, que pela manhã caía e pressionava o índice, virou e também deu sua cota de contribuição para o desempenho de ontem.
Assim, o Ibovespa terminou a sessão com variação positiva de 2,51%, aos 50.414,89 pontos. Na mínima, registrou 48.968 pontos (-0,43%) e, na máxima, 50.444 pontos (+2,57%). No mês, reduziu as perdas a -5,78% e, no ano, a -17,29%. O giro financeiro totalizou R$ 7,949 bilhões.

Blue chips
Um profissional da mesa de renda variável comentou que era esperada a recuperação da Bovespa na sessão. Os indicadores positivos divulgados nos EUA e que impulsionaram os ganhos das bolsas lá acabaram favorecendo não só a interrupção das vendas como as compras dos investidores no mercado doméstico. Assim, diante de um forte movimento de baixa dos últimos dias, as compras foram superlativas. Tanto que as blue chips domésticas tiveram ganhos acima de 3%.

Petrobras
Petrobras ON terminou a sessão em alta de 3,77% e a PN, de 3,75%. Vale ON subiu 5,10% e a PNA, de 4,56%. Algumas siderúrgicas foram além: Usiminas ON saltou 10,41%, na segunda maior alta do índice, seguida de Usiminas PNA, 8,75%. CSN ON, na sequência, avançou 8,18%. Com um fôlego ligeiramente menor, Gerdau PN, +5,65%, e Metalúrgica Gerdau PN, +5,71%.

EUA
Nos EUA, as bolsas tiveram um início mais fraco e só engrenaram à tarde, fechando com ganhos superiores a 1%, repercutindo os dados divulgados pela manhã. O Dow Jones terminou a sessão com ganho de 1,21%, aos 15.176,08 pontos, o S&P avançou 1,48%, aos 1.636,36 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 1,32%, aos 3.445,37 pontos.
Os destaques foram as vendas no varejo e os dados de auxílio-desemprego. Em maio, as vendas no varejo norte-americano subiram 0,6% ante abril, acima da projeção de aumento de 0,4%. Na comparação anual, as vendas avançaram 4,3%. Já o número de trabalhadores norte-americanos que entrou pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 12 mil, para 334 mil, na semana até 8 de junho. Economistas esperavam uma leitura de 350 mil solicitações.

Câmbio
O dólar fechou em queda de 0,46%, cotado a R$ 2,1420 no mercado à vista de balcão. A moeda americana permaneceu no território negativo durante todo o dia. Na cotação máxima do dia, vista às 9h51, o dólar marcou R$ 2,1520 (estável em relação ao fechamento de ontem) e, na mínima, às 9h23, foi negociado a R$ 2,1340 (-0,84%). Perto das 16h50 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,621 bilhões, sendo US$ 2,418 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,16%, para R$ 2,1455, com apenas 17 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1395, em queda de 1,09%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em outubro de 2013 (148.495 contratos) estava em 8,30%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (275.830 contratos) marcava 8,72%, ante 8,77% anteontem, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (449.815 contratos) indicava taxa de 9,50%, ante 9,73% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (287.000 contratos) apontava 10,40%, ante 10,65% ontem, enquanto o DI para janeiro de 2021 (44.905 contratos) estava em 10,85%, de 11,09% do ajuste anterior.

Europa
Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única depois que indicadores econômicos melhores que o esperado nos EUA forneceram certo alívio para os investidores e tiraram os índices acionários das mínimas. De todo modo, ainda persistiu o tom de cautela antes da reunião do Federal Reserve da próxima semana em razão dos temores sobre um aperto na política monetária norte-americana. Fonte: Dow Jones Newswires.

Agência Estado

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