Europa
As bolsas europeias fecharam quase todas em baixa ontem, após uma sessão volátil, pressionadas por notícias da Grécia e pela preocupação de investidores com a possível redução de estímulos por bancos centrais. Além disso, o Tribunal Constitucional da Alemanha entrou ontem no segundo e último dia de uma audiência sobre a legalidade do novo programa de compra de bônus do Banco Central Europeu (BCE), conhecido como Transações Monetárias Completas (OTM, na sigla em inglês). O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em baixa de 0,36%, a 290,68 pontos, seu menor nível desde o fim de abril.

Stoxx
Ontem foi o terceiro pregão de perdas para a renda variável na Europa. Há três semanas, o Stoxx 600 avançou para a máxima em vários anos em meio a medidas agressivas de relaxamento de autoridades monetárias, mas comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre a possibilidade de o BC norte-americano começar a desfazer sua polícia expansionista levou a uma correção das ações europeias.

Grécia
A Grécia voltou ao foco após a provedora de índices financeiros MSCI rebaixar o país da categoria de mercado desenvolvido para a de mercado emergente. O status da Grécia estava em revisão pela empresa desde junho do ano passado. Além disso, os dois principais sindicatos gregos convocaram uma greve geral de 24 horas para hoje para protestar contra a decisão do governo de fechar o canal de TV e Rádio estatal, como parte dos esforços de cortes de gastos públicos. A Bolsa de Atenas terminou o pregão com queda de 3,2% no índice ASE, para 867,08 pontos.

Indústria europeia
Já a produção industrial da zona do euro surpreendeu positivamente ao subir 0,4% em abril na comparação com março, ante uma previsão de estabilidade, mas deu impulso apenas temporário às ações na Europa.

Londres
Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,64%, para 6.299,45 pontos. As quedas mais significativas foram da Severn Trent (8,9%), que ontem deixou de ser alvo de uma proposta de aquisição, e da Vodafone (2,2%), que anunciou estar interessada na operadora de TV a cabo alemã Kabel Deutschland. O índice CAC 40, de Paris, apresentou uma queda mais moderada, de 0,44%, para 3.793,70 pontos, influenciado por bancos como Société Générale (-2,5%) e Crédit Agricole (-2,1%)

Frankfurt
Em Frankfurt, o declínio do índice DAX foi mais expressivo, de 0,96%, para 8.143,27 pontos. A HeidelbergCement, que foi rebaixada pelo Morgan Stanley, registrou a maior perda do dia, de 5,1%. Na audiência sobre a constitucionalidade do OMT, na cidade alemã de Karlsruhe, o membro do conselho do BCE Jörg Asmussen disse estar convencido de que a introdução do programa de compra de bônus foi "a coisa certa a fazer para garantir a estabilidade dos preços na zona do euro".

Tóquio
As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda moderada uma sessão volátil desencadeada pelo recuo acentuado do dólar na terça-feira e pelas baixas em Wall Street. O índice Nikkei caiu 0,2%, para 13.289,32 pontos, depois de recuar 1,5% na sessão anterior. O Nikkei já registra perdas em cinco dos últimos seis sessões, cedendo 1,8% ao longo do período. Os níveis de participação foram leves, com um volume total de apenas 2,99 bilhões de ações sob o valor de 2,27 trilhões de ienes. O resultado mostrou o volume mais leve desde 2 de maio.

Nikkei
"Os agentes estrangeiros estão se afastando do mercado por causa de uma série de razões, incluindo a ruptura na tendência de enfraquecimento do iene, a falta de ajuda Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) para o mercado e a alta volatilidade", disse o gestor de ações em uma corretora estrangeira. "Com o vencimento e rolagem de futuros e opções do Nikkei chegando na sexta-feira, as chances de uma maior volatilidade nos dias antecedentes são o suficiente para desencorajar algumas compras". Os principais índices caíram logo no início da sessão, com o Nikkei recuando sob a marca de 13.000 pontos em reação a um amplo declínio nas ações dos EUA na terça-feira e a queda do dólar.

(Agência Estado)

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