Desceu
BOVESPA

Subiu
BOLSA DE SIDNEY

Queda
A Bovespa ontem engatou seu terceiro pregão consecutivo de quedas, no qual atropelou o patamar de 50 mil pontos e situou-se um nível abaixo, nos 49 mil pontos, no menor patamar desde agosto de 2011. O mau humor externo foi o gatilho para as ordens de vendas, mas, depois que o Ibovespa perdeu o patamar de 51,2 mil pontos, o movimento de stop loss empurrou o índice até sua mínima.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 3,01%, aos 49.769,93 pontos, menor nível desde 8 de agosto de 2011 (48.668,29 pontos). Na mínima, registrou 49.709 pontos (-3,13%) e, na máxima, 51.314 pontos (estável). No mês, acumula perdas de 6,98% e, no ano, de 18,35%. Nestas três sessões em queda recuou 5,89%. O giro financeiro totalizou R$ 8,315 bilhões, o maior do mês.

Sobrevendida
Profissionais consultados concordaram que o patamar atual colocou a Bovespa numa condição de ‘sobrevendida’, o que significa dizer que os preços estão atrativos e poderiam atrair compras. Mas isso não aconteceu, segundo eles, em parte em razão do vencimento desta quarta-feira de Ibovespa futuro e opções sobre o Ibovespa.

Japão
Porém, se o exercício não deixou a Bolsa melhorar, foram as ordens de stop loss que mantiveram ela no vermelho durante todo o dia. Pouca coisa mudou de segunda-feira para ontem, mas a aversão ao risco foi global, depois que o Banco do Japão manteve inalterada sua política monetária, o que reforçou a percepção de que os bancos centrais ao redor do mundo estão se preparando para interromper a injeção de liquidez que têm propiciado desde a crise financeira.

Fed
A cautela dos investidores antes da reunião do Fed na próxima semana também colaborou para provocar forte queda nas bolsas, assim como o início do debate na corte constitucional da Alemanha sobre o programa de compra de bônus do Banco Central Europeu (BCE).

Dow Jones
As bolsas europeias fecharam com perdas, assim como as norte-americanas. O Dow Jones caiu 0,76%, aos 15.122,02 pontos, o S&P recuou 1,02%, aos 1.626,13 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,06%, aos 3.436,95 pontos.

Eike
OGX foi a principal queda do Ibovespa, com -9,30%, pressionada por notícias de que seu acionista controlador, Eike Batista, vendeu durante o mês de maio um total de 70.482.400 ações da empresa, representando 2,2% de sua posição, que caiu de 61,09% para 58,92%. Petrobras ON caiu 2,93% e PN, 1,85%. Vale ON, -2,46% e PNA, -2,87%.

Sidney
A Bolsa de Sydney só reagiu ontem aos indicadores chineses e norte-americanos divulgados nos últimos dias, uma vez que o pregão estava fechado na segunda-feira por causa de um feriado. Já em Hong Kong há preocupações sobre como será a reação na China quando os mercados do país forem reabertos amanhã.

Câmbio
Em mais um dia de pressão no mercado de câmbio, o dólar fechou em baixa de 0,51% ante o real no balcão, cotado a R$ 2,1370. A moeda americana, que chegou a ser negociada a R$ 2,1670 pela manhã, acabou recuando em relação ao real após duas intervenções do Banco Central (BC) e em meio à expectativa de que, ainda nesta terça, o governo pode anunciar novas medidas cambiais.

Cotações
Na cotação máxima, verificada às 9h43 de ontem, o dólar atingiu alta de 0,88% e era cotado a R$ 2,1670 no balcão - o maior valor intraday desde 30 de abril de 2009, quando chegou a ser cotado durante o dia em R$ 2,1880. Na mínima de ontem, vista às 16h07, já após os dois leilões do BC e com o mercado à espera de novidades em Brasília, a moeda marcou R$ 2,1340, em queda de 0,65%. Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,52%.

BM&F
Perto das 16h30 de ontem, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,211 bilhões, sendo US$ 2,006 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,41%, para R$ 2,13720, com apenas cinco negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1450, em queda de 0,49%.

BC
Com o dólar acima de R$ 2,16 no balcão, o Banco Central decidiu agir e convocou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). Um segundo leilão foi convocado pouco depois, em um movimento semelhante ao visto anteontem, quando o BC também fez duas operações.

Mantega e Dilma
Os leilões fizeram o dólar desacelerar ante o real, mas a moeda passou a recuar após a informação de que Mantega e Dilma se reuniriam na tarde de ontem. Para o mercado, o encontro pode indicar que novas medidas cambiais estão a caminho.

(Agência Estado)

mockup