MERCADO FINANCEIRO
Desce
Ibovespa
Sobe
dólar
Feriado
O feriado norte-americano do Memorial Day - juntamente com a folga bancária no Reino Unido esvaziou ontem a liquidez da Ibovespa e o mercado acionário doméstico teve seu pior giro desde dezembro de 2011. O índice oscilou a maior parte do tempo em alta, bem perto da estabilidade e sem grandes amplitudes, mas recuou nos ajustes. Vale foi um dos destaques positivos, assim como siderurgia, que também subiu.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia com ligeira baixa de 0,02%, aos 56.395,94 pontos. Na mínima, registrou 56.353 pontos (-0,10%) e, na máxima, 56.562 pontos (+0,28%). No mês, acumula ganho de 0,87% e, no ano, queda de 7,47%. O giro financeiro totalizou R$ 2,526 bilhões, o pior desempenho desde 26 de dezembro de 2011 (R$ 1,285 bilhão). "Sem os EUA, o mercado se arrastou nesta sessão, à espera de dados da semana para definir o rumo", resumiu um operador. Ele se referia ao PIB do primeiro trimestre, que sai na próxima quarta-feira, e ao encontro do Copom, no mesmo dia.
Vale
No geral, avaliação dos especialistas é de que, sem agenda relevante e sem estrangeiros, a Bovespa passou por alguma correção de alta em papéis que estavam atrasados, como Vale, um dos destaques do dia. A empresa, que vem sentindo o temor dos investidores com o desempenho da economia chinesa, ontem fechou com ganho de 0,47% na ON e 0,33% na PNA. Petrobras, que chegou a operar boa parte do dia em alta, acabou virando para baixo e terminou nas mínimas. A ON recuou 0,75% e a PN, 0,55%.
As maiores altas do Ibovespa ontem foram Marfrig ON (+3,37%), PDG ON (+3,05%) e Brookfield ON (+2,99%). As maiores baixas foram MRV ON (-2,81%), Eletrobras PNB (-2,62%) e LLX ON (-2,49%).
Câmbio
A moeda americana fechou em alta de 0,29%, cotada a R$ 2,0560 no balcão, na maior cotação do dia. Este é o maior nível de fechamento desde 24 de dezembro do ano passado, quando a moeda fechou - também em um dia de baixíssima liquidez - a R$ 2,0770. Antes disso, a cotação mais alta havia sido a de 21 de dezembro de 2012, a R$ 2,0730.
Futuro
Na cotação mínima de ontem, às 9h20, a moeda atingiu R$ 2,0510 (avanço de 0,05%). A moeda oscilou durante todo a sessão em alta. Às 16h42 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,793 bilhões, sendo US$ 1,677 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F teve avanço de 0,27%, para R$ 2,0550, mas foram registrados apenas oito negócios. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0575, em alta de 0,12%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (460.790 contratos) marcava 7,57%, de 7,56% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (222.500 contratos) apontava 8,15%, igual a sexta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (136.220 contratos) indicava 8,60%, idêntico ao anterior. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (47.110 contratos) marcava 9,37%, ante 9,35% na sexta-feira, e o DI para janeiro de 2021 (apenas 715 contratos) estava na máxima de 10,03%, ante 9,99% no ajuste anterior.
Iene
O iene avançou ante o dólar ontem, ampliando os ganhos da semana passada, com a busca dos investidores pela moeda considerada porto seguro em meio à volatilidade do mercado. Os investidores também reavaliaram as apostas de que a moeda japonesa continuaria a cair frente ao dólar. O volume de negociação, no entanto, foi baixo, devido aos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Aversão ao risco
Com as preocupações com a volatilidade do mercado de bônus japonês e a onda de vendas de ações no país, o iene "recebeu maior demanda, apoiada principalmente na alta repentina da aversão ao risco", disse o estrategista cambial do Crédit Agricole, Manuel Oliveri. Enquanto isso, o euro operou próximo da estabilidade ante o dólar, dentro do intervalo de US$ 1,2915 a US$ 1,2950.
Agência Estado





