MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Euro
Desce
Ibovespa
Perdas
O Ibovespa manteve-se em baixa durante todo o pregão de ontem, mas reduziu substancialmente as perdas ao longo do dia e conseguiu terminar o pregão acima dos 56 mil pontos. A queda foi influenciada pelo índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC preliminar de maio, que apontou contração.
Papéis
Os papéis de empresas ligadas a commodities, entre elas Vale e Petrobras - justamente as que têm maior peso no índice - reagiram negativamente ao indicador ruim da economia chinesa. A divulgação de dados positivos nos Estados Unidos, porém, ajudou a reduzir as perdas na Bolsa, embora não tenha sido suficiente para tirar o índice do vermelho.
Queda
O Ibovespa fechou em queda de 0,14%, aos 56.349,91 pontos. Na mínima, registrou 55.379 pontos (-1,86%) e na máxima, 56.423 pontos (-0,01%). O giro financeiro foi de R$ 6,839 bilhões.
Influência chinesa
A Bolsa paulista já abriu em queda por conta do PMI da indústria chinesa preliminar deste mês, que registrou o nível mais baixo em sete meses, recuando para 49,6. Como o dado ficou abaixo de 50, indicou contração. O que pesou sobre o índice foi o setor de commodities, por causa do dado ruim da China.
Vale
Vale PNA recuou 1,81% e ON, -1,87, entre as maiores quedas do Ibovespa. A China continua sendo o principal destino para os produtos da mineradora, apesar de o país asiático ter reduzido sua participação nas vendas de minério de ferro e pelotas da companhia brasileira de 55,1%, no quarto trimestre de 2012, para 48,2% no primeiro trimestre.
Petrobras
Petrobras, por sua vez, recuou 0,30% na PN e 0,74% na ON. Como é ligada à commodity e tem peso no índice, as ações da estatal de petróleo caem também. A ação da petroleira OGX, que tem a terceira maior participação no Ibovespa, entretanto, avançou 4,47% e ficou entre as maiores altas. Profissionais do mercado não encontraram motivo para a alta do papel.
Setor financeiro
O setor financeiro foi outro que recuou ontem. Bradesco apareceu na lista de principais desvalorizações, com -2,64%. Itaú Unibanco cedeu 0,84%, Banco do Brasil, -0,11% e Santander, -1,63%.
Ranking
O ranking de maiores quedas do Ibovespa foi formado ainda por Gol (-2,73%), Pão de Açúcar (-1,99)% e Natura (-1,67%). Na outra ponta, apareceram também Vanguarda Agro (+6,44%), B2W (+3,98%), Rossi (+3,24%), Gafisa (+2,89%), MRV (+2,64%) e Duratex (+2,40%).
Dólar
O dólar à vista no balcão fechou ontem em baixa de 0,24%, cotado a R$ 2,0460. Na cotação máxima do dia, a moeda atingiu R$ 2,056 (alta de 0,24%) e, na mínima, R$ 2,0430 (baixa de 0,39%). Da máxima para a mínima, a oscilação foi de -0,63%.
Iene
O iene subiu ante o dólar ontem, após uma leitura abaixo do esperado sobre a atividade industrial na China levar os investidores a venderem fortemente ações japonesas e comprar a moeda. No fim da tarde em Nova York o dólar caía para 102,01 ienes.
Euro
A moeda comum europeia subia a US$ 1,2933, de US$ 1,2856 de anteontem. A libra esterlina avançava para US$ 1,5109. O euro era negociado a 1,253 franco suíço, de 1,265 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, recuava para 75,357 pontos, de 75,889 pontos.
BM&F
Perto das 17 horas de ontem, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 3,239 bilhões, sendo US$ 2,851 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F teve alta de 0,41%, para R$ 2,0520, mas foram registrados apenas cinco negócios. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,0490, em baixa de 0,19%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (223.325 contratos) marcava 7,53%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (255.360 contratos) apontava 8,11%, de 8,13% ontem. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (450.410 contratos) indicava 8,55%, também idêntico ao da véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (352.390 contratos) marcava máxima de 9,30%, ante 9,27% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (26.575 contratos) estava em 9,98%, de 9,93% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





