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As bolsas de valores da Europa fecharam majoritariamente em alta ontem, após um indicador positivo sobre a economia da zona do euro e o tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, Ben Bernanke. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,19%, fechando a 310,59 pontos.

Varejo em baixa
O superávit em conta corrente da zona do euro atingiu um recorde histórico em março, em parte devido ao aumento das exportações, segundo dados do Banco Central Europeu (BCE). O resultado, uma medida ampla das transações internacionais de uma economia, subiu para 25,9 bilhões de euros, ante 14,6 bilhões de euros em fevereiro. Enquanto isso, no Reino Unido as vendas no varejo caíram 1,3% em abril ante março - a maior retração desde abril de 2012. Na base anual, as vendas subiram 0,5%.

Aperto prematura
Nos EUA, durante uma audiência no Congresso, Bernanke alertou que um aperto prematuro na política monetária pode frear ou mesmo interromper a recuperação econômica, mas também disse que as compras de bônus podem ser reduzidas nos próximos meses se os indicadores assim permitirem. Ele disse que isso vai depender de uma melhora substancial nas projeções para o mercado de trabalho - que ainda está "frágil" - e para a inflação, que está "um pouco baixa demais", perto de 1%.

DAX
Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt ganhou 0,69%, fechando a 8.530,89 pontos. Entre os destaques de alta aparecem Merck (+3,62%), ThyssenKrupp (+2,76%) e Fresenius (1,48%). Em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,37%, encerrando a sessão a 4.051,11 pontos. O Carrefour teve valorização de 4,70%, após uma avaliação positiva do Morgan Stanley sobre o rival alemão Metro. A Technip subiu 1,21%, depois de obter um novo contrato. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE registrou alta de 0,53%, a 6.840,27 pontos, perto do seu recorde histórico, atingindo em dezembro de 1999. As mineradoras lideraram os ganhos (Antofagasta +3,94%, Glencore-Xstrata +1,45% e Rio Tinto +2,13%).

Milão
Em Milão o FTSE-Mib ganhou 0,68% e fechou a 17.545,46 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 caiu 0,14%, para 6.041,82 pontos. E o índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, perdeu 0,02%, a 8.462,40 pontos.

Nymex
Os contratos futuros de petróleo negociados na bolsa mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) fecharam em queda, após os dados de estoques dos EUA e com a fala do presidente do Federal Reserve. O contrato de petróleo mais negociado, com vencimento em julho, recuou US$ 1,90 (1,97%) e fechou a US$ 94,28 por barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para julho recuou US$ 1,31 (1,27%), fechando a US$ 102,60.

Petróleo
Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 338 mil barris na semana encerrada em 17 de maio, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo norte-americano. Analistas consultados pela Dow Jones previam queda de 600 mil barris. Mas os estoques de gasolina subiram 3,015 milhões de barris, para 220,677 milhões de barris, enquanto analistas esperavam queda de 100 mil barris, o que pressionou os preços do petróleo.

Menos bônus
De manhã, os preços subiam com a expectativa pelo depoimento de Bernanke, mas passaram a cair após ele admitir que pode ocorrer uma redução nas compras de bônus nos próximos meses. O tão aguardado depoimento de Bernanke ao Congresso dos EUA acabou não dissipando as dúvidas sobre os futuros passos do banco central norte-americano. As declarações da autoridade sinalizaram tanto um apoio ao atual relaxamento monetário do Fed quanto a possibilidade de as compras de bônus serem reduzidas nas próximas reuniões da instituição.
Os preços do petróleo ampliaram as perdas a ata da última reunião do Fed indicar que as autoridades estão abertas à redução das compras de bônus já na próxima reunião, em junho. As informações são da Dow Jones.

(Agência Estado)

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