MERCADO FINANCEIRO
Sobe
Ibovespa
Desce
Dólar
Ibovespa
Após oscilar pela manhã, o Ibovespa ganhou fôlego na segunda metade da sessão desta terça-feira e fechou no terreno positivo, acima do patamar de 56 mil pontos. Segundo profissionais do mercado, a Bolsa acompanhou o cenário externo e foi ajudada especialmente pelo bom desempenho das ações da Vale.
Tombini
O discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, feito na tarde desta terça-feira na Câmara dos Deputados, não afetou os negócios na Bolsa. "Não houve novidades", comenta um operador. O mercado aguardava uma sinalização sobre um aperto mais forte dos juros na próxima reunião do Copom.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,01%, na máxima, aos 56.265,32 pontos. Na mínima, registrou 55.379 pontos (-0,58%). Em maio, acumula alta de 0,64% e, no ano, perde 7,69%. O giro financeiro totalizou R$ 6,76 bilhões. Os dados são preliminares.
Federal Reserve
O Ibovespa seguiu Wall Street e avançou em reação à declarações de dois presidentes regionais do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) favoráveis à continuação do programa de compra de bônus.
Bernanke
O mercado aguarda, porém, as declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, que participa nesta quarta-feira de uma audiência pública no Congresso dos Estados Unidos. Outro foco desta quarta-feira é a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do BC americano referente à reunião de 30 de abril e 1º de maio.
Europa
No fim da sessão, a fala do presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, expressando apoio às compras de bônus pelo banco central norte-americano, ajudou as bolsas europeias. A Bolsa de Londres fechou no nível mais alto desde dezembro de 1999 após o Reino Unido registrar a menor inflação desde setembro de 2012, o que abre espaço para mais estímulos do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).
Dow Jones
Em Nova York, O índice Dow Jones subiu 52,30 pontos (0,34%) e fechou a 15.387,58 pontos, um novo recorde. O S&P 500 ganhou 2,87 pontos (0,17%), encerrando a 1.669,16 pontos e também renovando sua máxima de fechamento.
Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras PN fechou com ganho de 0,20% e ON, +0,26%, enquanto Vale avançou 1,03% na PNA e 0,79% na ON. Já a petroleira OGX, que tem o terceiro maior peso no índice, encerrou em alta de 1,16%.
Câmbio
O dólar interrompeu nesta terça uma sequência de cinco altas ante o real e fechou o dia em leve baixa de 0,05% no balcão, cotado a R$ 2,0380. A moeda americana, que chegou a subir pela manhã, passou para o território negativo na metade do dia, influenciada pelo exterior e, de acordo com alguns profissionais, pelo fluxo de entrada de recursos do País durante a sessão. Apesar da queda, o dólar permaneceu acima dos R$ 2,030, mesmo após discurso do presidente do Banco Central (BC) Alexandre Tombini, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.
Dólar
Na cotação máxima de ontem, verificada às 9h25, o dólar atingiu R$ 2,0470 (alta de 0,39% ante o fechamento de segunda-feira) e, na mínima, às 14h48, R$ 2,0340 (baixa de 0,25%). Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -0,64%.
BM&F
Perto das 17h00 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,857 bilhões, sendo US$ 2,538 bilhões em D+2. O dólar pronto da BM&F cedeu 0,10%, para R$ 2,0370. No mercado futuro, o dólar para junho era cotado a R$ 2,042, em queda de 0,12%.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (1.230.950 contratos) marcava 7,53%, igual ao ajuste anterior e de 7,52% antes das palavras de Tombini. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (654.625 contratos) apontava 8,13%, idêntico ao nível de ontem e de 8,11% antes do discurso do presidente do BC. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (207.780 contratos) indicava 8,52%, de 8,56% na véspera. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (116.335 contratos) marcava 9,19%, ante 9,22% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (7.835 contratos) estava em 9,85%, de 9,83% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





